sexta-feira, 19 de março de 2010

Renato Rabelo e Daniel Almeida: Convocação ato de Dilma Rousseff










Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
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Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
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:

De: PCdoB Bahia Assunto: Convocação ato de Dilma Rousseff
Para: "Vera Matos - Salvador" <verinhamattos@yahoo.com.br>
Data: Quinta-feira, 18 de Março de 2010, 14:14

 

Companheira Vera Mattos,

 

 

 

 

Estou repassando carta de  Renato Rabelo, presidente nacional do Partido, sobre ato político de caráter nacional que realizaremos em Brasília, dia 8 de abril, indicando apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência.

 

Considero da maior importância sua presença e de companheiros do seu município. Nosso plano é levar uma grande delegação da Bahia mantendo nossa tradição de presença em eventos dessa natureza.

 

Maiores informações no Comitê Estadual com Everaldo, Galindo ou Andréa.

 

Saudações,

 

Daniel Almeida

Presidente estadual do PCdoB



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segunda-feira, 15 de março de 2010

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sexta-feira, 12 de março de 2010

Enc: [VERA MATTOS] Procuradora Norma Angélica venceu mas não levou.Neste caso, o n...

Quem sabe se todas não comentam?
Vá até a última linha e clique no Vera Mattos.
Solte o verbo.

Abraços.







Vera Mattos

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Assunto: [VERA MATTOS] Procuradora Norma Angélica venceu mas não levou.Neste caso, o n...

Data: Quinta-feira, 11 de Março de 2010, 23:30

Novo procurador-geral de justiça enfrenta resistência de entidades de classe

Thais Rocha, do A TARDE

A Associação Nacional de Membros do Ministério Público (Conamp) classificou como uma "tragédia" a escolha do promotor de justiça Wellington Lima e Silva como novo chefe do Ministério Público da Bahia. "A conduta do governador da Bahia contrariou a democracia e prejudicará, também, o Ministério Público deste Estado", comentou o presidente da entidade, José Carlos Cosenzo.

A Conamp, historicamente, defende a nomeação do membro mais votado na lista tríplice encaminhada aos governadores. A exceção está quando a diferença entre o primeiro e o segundo colocado é pequena, a exemplo da escolha recente em Minas Gerais, quando a diferença foi de apenas um voto.

"Neste caso, o nome escolhido pelo governador da Bahia recebeu menos da metade dos votos da candidata mais votada", lembrou Cosenzo. Para ele, o procurador-geral escolhido pelo governador tem legalidade para assumir o cargo, mas não legitimidade para ocupá-lo.

Por isso, o presidente da Conamp disse que, apesar de já ter passagem comprada e reserva em hotel, não virá à cerimônia de posse, marcada para amanhã. "Sem qualquer referência à honra do nomeado, posso dizer que muitos outros colegas, em igual situação, optaram por não aceitar um ato que pudesse dar conotação de favorecimento, ou deixar dúvidas quanto à imparcialidade na atuação de uma pessoa que obteve apenas um terço dos votos de seus pares", declarou.

Ao contrário disso, Cosenzo afirma que, durante a campanha, o então candidato Wellington Lima e Silva costumava declarar que, uma vez na lista tríplice, sua indicação pelo governador Jaques Wagner seria certa. "Com um posicionamento como este, o então candidato coloca o próprio governador em uma situação ruim e prejudica a credibilidade do Ministério Público", declarou.

Diante disso, a Conamp fiscalizará de perto a gestão do novo procurador-chefe da Bahia. "Se houver menor deslize, representaremos contra ele no Conselho Nacional do Ministério Público".

Em casa - Na Bahia, a reação contra a escolha do procurador-chefe não foi tão enfática. O presidente da Associação do Ministério Público da Bahia, que representa os promotores e procuradores de justiça do Estado, Jânio Braga, disse que, apesar de defender a escolha democrática, é hora de a categoria se unir para garantir a boa administração do procurador escolhido.

"A escolha do governador é constitucional, a nomeação do doutor Wellington é um fato e, agora, cabe a nós preservarmos o bom funcionamento da instituição", disse.
Para os servidores, a escolha do procurador-geral representa a mudança administrativa. "Não explicitamos apoio a nenhum nome, até porque os servidores não votam, mas demos nossas considerações sobre as propostas de cada um deles", disse o presidente do Sindicato dos Servidores do Ministério Público da Bahia (Sindsemp), Jairo Cruz Gomes.

Dentre os três que estiveram na lista tríplice, os servidores só discordavam das propostas apresentadas pela procuradora Norma Angélica, a mais votada. "Defendemos a redução das pessoas contratadas nos 328 cargos de comissão", destacou Gomes.


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Postado por Vera Mattos no VERA MATTOS em 3/11/2010 11:24:00 PM


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quarta-feira, 10 de março de 2010

VIOLÊNCIA: UMA VARIAÇÃO DO JEITO BIZARRO DE SER NORMAL, Leitura de fatos violentos publicados na mídia, Ano 10, nº 06, 08/03/10.




 

 

Leitura de fatos violentos publicados na mídia

Ano 10, nº 06, 08/03/10 

VIOLÊNCIA: UMA VARIAÇÃO DO JEITO BIZARRO DE SER NORMAL

 

           Diante da saraivada de ocorrências violentas registradas diariamente pela mídia torna-se impossível fazer caso de tudo o que circula a propósito do tema. De um modo geral, os episódios podem ser, grosso modo, classificados como inacreditáveis, porém, quando se observa mais detidamente, percebe-se que há casos mais inconcebíveis que outros. E a natureza mais ou menos inacreditável do evento violento está, muitas vezes, relacionada à sua maior ou menor incidência no meio social. Nesse sentido, em determinados períodos e espaços, alguns tipos de ações violentas são recebidos como normais enquanto outros são tidos como demonstração de anormalidade.

 

           Essa divisão orienta o modo como, em geral, os indivíduos reagem às ocorrências violentas e às tomadas de posição das instituições públicas diante de cada caso; serve, também, para atualizar juízos morais, normas e comportamentos relacionados à questão. Entretanto, a referida divisão às vezes fica difícil de ser aplicada quando da necessidade de compreensão de determinados episódios, especialmente quando esses são compostos por elementos críveis e incríveis, raros e habituais, embaralhando a visão que é forjada por uma classificação que tende a atribuir um sentido de normalidade ou excepcionalidade aos eventos.

           Um exemplo dessa situação de ambiguidade se deu no Rio de Janeiro com a morte (em 27 de fevereiro de 2010) do cabo Guttemberg Conceição quando o mesmo buscava finalizar "tratativa" feita com traficantes para a devolução do automóvel da esposa do coronel Carlos Henrique Alves de Lima que havia sido roubado junto com outros pertences da vítima. De acordo com informações de vários meios de comunicação, o cabo teria ido ao Morro da Pedreira com R$ 2.000 com o objetivo pagar o valor negociado com os traficantes para a devolução do veículo, porém assim que adentrou a favela foi assassinado.    

           O caso contém elementos habituais como o já sistemático roubo de carro, porém os aspectos relativos ao pacto com os traficantes excedem à "regra" ou aos protocolos relativos às providências cabíveis. Alguns pontos ainda não relatados nessa leitura tornam mais excêntrica a história. De acordo com o jornal O Globo de 01 de março, o coronel Carlos Alves Lima informou que foram sua mulher, sua irmã e sua sobrinha que iniciaram as negociações com os traficantes e que sua esposa estava se sentindo culpada por ter perdido a "vistoria no Detran e temia que o seguro não fosse pagar (a indenização)". Já no Jornal do Brasil há um dado complementar que compromete o coronel: "O coronel Lima seguiu para a favela com o cabo Gutemberg, que era seu motorista. Ao chegar na favela, o cabo entrou sozinho na comunidade atrás do veículo roubado. Minutos depois, foi morto com vários tiros, e o carro não foi recuperado".

           O insucesso na operação de captura expôs uma possível prática de alguns policiais e de suas famílias quando são vítimas de roubos e, provavelmente, de outros ilícitos: em vez de se chamar a polícia opta-se pelo bandido. Eis a confusão e o desconforto para os receptores das informações. Ao se lançar mão dessa alternativa exótica cria-se a impressão de fragilidade assumida no que se referem às tarefas ordinárias na área da segurança pública. Mais grave é a indicação de conluio e intimidade entre setores da polícia com o universo de criminosos e isto se estende aos familiares que passam a ter acesso direto aos membros de uma quadrilha e fazem negociação com vistas à devolução de objeto roubado.

           Mas é sob o prisma da "normalidade" que o caso enseja uma necessidade de reflexão grave. O cabo que morreu era um subordinado do coronel e foi ele (o cabo) quem, em última análise, desafiou a força física do crime e isto o levou à morte.  E o seu superior agora informa que ele era seu vizinho, seu amigo, mas isto não retira a disparidade entre os dois no que concerne à ordem hierárquica. Seria mesmo possível, como parece sugerir o coronel, que o cabo se envolvesse em uma tal iniciativa tão desguarnecida de comando? Por que os dois "amigos" não entraram juntos na Pedreira?

           É dedutível, pelas informações veiculadas através da mídia, que o policial atuava com o consentimento (quem sabe, com ordens) de seu superior, podendo-se supor ser aquela situação compatível com a máxima "a soldado mandado não tem crime". O insucesso da ação delituosa aqui tratada resulta da coincidência de um crime por sobre o crime. Caso a operação não fosse frustrada com o assassinato do policial, provavelmente o Honda Civic 2007 seria devolvido à proprietária e o procedimento de captura seria visto como um jeitinho peculiar e "eficaz" de se resolver pendências através de procedimentos paralelos aos parâmetros legais.


           Entre os efeitos simbólicos que servem como arremate para o caso fica saliente a embaraçante impressão de que há integrantes da polícia que depositam uma estranha confiança no mundo que deveria ser razão de ser de seu combate. Como ficam os moradores do Rio de Janeiro, diante de uma tão insólita situação? 

 

 

 



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terça-feira, 9 de março de 2010

Enc: [VERA MATTOS] Bahia celebra 100 anos do Dia Internacional da Mulher.










Vera Mattos

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Assunto: [VERA MATTOS] Bahia celebra 100 anos do Dia Internacional da Mulher.
Data: Terça-feira, 9 de Março de 2010, 22:07



Hoje, prevalece a sub-representação da mulher nas esferas de poder. Elas ocupam apenas 45 das 513 cadeiras na Câmara Federal, e 10 dos 81 assentos no Senado. Na Bahia, são 10 deputadas estaduais num universo de 63 parlamentares, e 46 prefeitas de um total de 417 municípios. A superação da sub-representação feminina na política e em todos os espaços de poder é encarada pelo movimento feminista como uma necessidade para consolidar a democracia no Brasil.



Há 100 anos, em 1910, durante a 2ª Conferência Internacional das Mulheres Socialistas em Copenhague (Dinamarca), a alemã Clara Zetkin propôs que se iniciasse a comemoração do Dia Internacional da Mulher como uma bandeira de luta pelo direito ao voto e à emancipação política das mulheres. No Brasil, a data só foi comemorada a partir da década de 30; e o sufrágio universal conquistado apenas em 1934. As mulheres só exerceram o direito ao voto nas eleições de 1947 com o fim da ditadura getulista.

Hoje, prevalece a sub-representação da mulher nas esferas de poder. Elas ocupam apenas 45 das 513 cadeiras na Câmara Federal, e 10 dos 81 assentos no Senado. Na Bahia, são 10 deputadas estaduais num universo de 63 parlamentares, e 46 prefeitas de um total de 417 municípios. A superação da sub-representação feminina na política e em todos os espaços de poder é encarada pelo movimento feminista como uma necessidade para consolidar a democracia no Brasil,

E, em celebração ao Dia Internacional da Mulher, as ruas tornaram-se palco legítimo das reivindicações dos movimentos sociais em todo o estado, num exercício pleno de democracia. De norte a sul, a Bahia comemorou a data com caminhadas, palestras, campanhas educativas, seminários, apresentações culturais e homenagens. Em pauta, mais mulher no poder, o fim da violência doméstica e familiar, a superação das desigualdades de gênero no mercado de trabalho, a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos.

Saúde da Mulher

Além da histórica Marcha de Mulheres realizada em Salvador, eventos celebrando o 8 de Março aconteceram em todo a Bahia. Na Região Metropolitana, em Lauro de Freitas, foi lançada na manhã desta segunda-feira (8) a campanha "Se Toque", de prevenção ao câncer de útero. "É importante que os homens recebam orientação com relação ao HPV, porque a presença do vírus causador do câncer no colo do útero da mulher é consequência da falta de asseio masculino antes das relações sexuais", pontuou a pedagoga e ex-secretária de Mulher do município, Terezinha Barros. Ela será uma das convidadas da vídeo-conferência promovida pela Sepromi (Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade) na rede estadual de ensino de Lauro de Freitas, nesta quinta-feira (11), abordando questões como violência enquanto questão de saúde pública, trabalho e educação. A cidade também recebe o projeto "As Mulheres vão ao Teatro", com ingressos a preços promocionais.

A saúde da mulher também foi destaque nas ações promovidas pela Prefeitura de Juazeiro na manhã desta segunda-feira (8), com foco no combate ao câncer de mama e do colo do útero. À tarde, a 14ª Caminhada da Mulher reuniu entidades do movimento social, associações de bairros, conselho de mulheres e o clube de mães e pastorais, lembrando as portadoras de necessidades especiais, as mães dos programas socais e a importância da ação da mulher em todos os campos.

Em Vitória da Conquista, o Centro de Referência da Mulher, a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher e o Conselho Municipal da Mulher, em parceria com entidades como a União de Mulheres, promoveu ações gratuitas em praça pública durante todo o dia, com atendimentos médicos, distribuição de preservativos e de folhetos informativos de prevenção a AIDS e DST. Uma sessão solene na Câmara Municipal celebra o Dia Internacional da Mulher também no dia 16, quando acontecerá a 3ª edição do Diploma Mulher Cidadã Loreta Valadares, que homenageia personalidades locais. "Fomos pioneiras na implantação da Deam, em 2006.

A luta agora é pela instalação da Vara Especial de Violência Doméstica, a Casa Abrigo de acolhimento às vítimas de violência e a criação de uma secretaria ou superintendência municipal para o desenvolvimento de políticas públicas para as mulheres", defendeu a coordenadora nacional da UBM e diretora da União de Mulheres na cidade, Lídia Rodrigues

Homenagens também no sul do estado, em Itacaré, quando cerca de 100 mulheres foram aclamadas por sua atuação nas diversas profissões em evento organizado pela Secretaria Municipal de Juventude, Esporte, Cultura e Lazer, no sábado (6). A atividade mobilizou empresárias, médicas, advogadas, profissionais liberais, donas de casa, indígenas e quilombolas que, reunidas, reivindicaram a implantação de um núcleo da União Brasileira de Mulheres – UBM no município. "A comunidade solicitou e o primeiro passo já foi dado. Pretendemos que, até o meio do ano, início do segundo semestre, o núcleo já esteja consolidado", garantiu a coordenadora de comunicação da UBM de Itabuna, Flávia de Oliveira, que participou como convidada das festividades ao Dia Internacional da Mulher em Itacaré.


Já em Itabuna, a UBM comemorou a data no início da manhã desta segunda (8), com grande ato de filiação em praça pública, onde mais de 30 mulheres deliberaram por ingressar na entidade. À tarde, uma caminhada nas ruas da cidade reuniu em torno de 500 participantes, incluindo a própria UBM, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB, e o Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Mulher e poder

Em Camaçari, uma grande caminhada na quinta-feira (5/3) reuniu 20 mil pessoas na 4ª edição da Marcha das Mulheres, com o tema "Mais Mulheres no poder, nós assumimos esse compromisso". A tônica também deu o tom das homenagens às mulheres em Cruz das Almas, levantando a bandeira em torno do slogan "Mulher, Poder e Política". "O nosso principal desafio é a inserção da mulher na política. A Câmara de Vereadores local conta apenas com uma mulher e 14 homens; o que prova que a cidade ainda não despertou para a importância e o papel da mulher na política", atentou a secretaria municipal de Políticas Socais, Ilza Francisca.

De Salvador,
Camila Jasmin

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Postado por Vera Mattos no VERA MATTOS em 3/09/2010 10:03:00 PM


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A nossa comunidade existe desde que este site começou.
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Seja qual for a sua ideologia ou o seu partido,
nós temos espaço.
Mulher não é minoria.É mais que a metade da população brasileira.
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Beijos.
Comunidade Mulheres na Política
.

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domingo, 7 de março de 2010

Movimentos de Mulheres desejam indicação imediata de Norma Angélica para o cargo de Procuradora Geral do Ministério Público da Bahia.


No ultimo dia 26 de fevereiro, os promotores e procuradores de justiça do Ministerio Publico baiano em concorrida eleição para o cargo de Procurador Geral, elegeram uma lista tríplice, para escolha do Governador.  Lidivaldo Brito, entrega o cargo em 12 de março.

 

Dos seis que disputaram a eleição, (três mulheres e três homens) foram escolhidos a Norma Angélica, (1o. lugar), Olimpio Campinho (2o. lugar) e Welington Cesar (3o. lugar).


Este método da lista tríplice,  foi adotado  e inserido como norma constitucional, em alternativa a prática do passado, onde o Governador escolhia ao seu livre arbítrio o procurador geral, inclusive durante muito tempo poderia ser escolhido alguém de fora do quadro institucional.


Muito embora seja considerado constitucional que na lista tríplice o governador poderá escolher qualquer um dos tres, vem sendo uma praxe a escolha do mais votado.


"Ocorre porem, que desde a noite do dia 26 esperamos a designação da nossa próxima procuradora geral, o que ainda não ocorreu", dizem algumas promotoras.

 

Os que entendem de politica,  dizem que - além de legal - é legitimo que o governador escolha alguém mais afinado com o seu governo.


Entretanto para nós  mulheres,cabe uma reflexão, porque justamente agora, quando uma mulher foi escolhida, pela maioria de votos, seguimos aguardando quase uma semana para essa decisao, com fortes comentários sobre a possibilidade da escolha de um procurador que não a mais votada.  










Vera Mattos

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sábado, 6 de março de 2010

Carta de Repúdio ao Senador Demóstenes Torres:"as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres".


Carta de Repúdio
 
Nós, Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR vimos através desta, repudiar a opinião expressada pelo excelentíssimo senador da república sr. Demóstenes Torres, Presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania do Senado Federal, no seu pronunciamento durante a Audiência Pública no Supremo Tribunal Federal do Brasil (STF),  no dia 03 de Março de 2010, que analisava o recurso instituído pelo Partido Democratas contra as Cotas para Negros na Universidade de Brasília.

Na oportunidade o mesmo afirmou que: as mulheres negras não foram vítimas dos abusos sexuais, dos estupros cometidos pelos Senhores de Escravos e, que houve sim consentimento por parte destas mulheres. Na sua opinião: Tudo era consensual!. O excelentíssimo senador da república Demóstenes Torres, continua sua fala descartando a possibilidade da violência física e sexual vivida por negras africanas neste período supracitado. Relembra-nos a frase: Estupra, mas não mata!!!.

O excelentíssimo senador Demóstenes aprofunda mais ainda seu discurso machista e racista, quando afirma que as mulheres negras usam de um discurso vitimizado ao afirmarem  que são as  vítimas diretas dos maus tratos e discriminações no que se refere ao atendimento destas na saúde pública. Que as pesquisas apresentadas para justificar a necessidade de políticas públicas específicas, são duvidosas e que nem sempre são  confiáveis, pois podem ser burladas e conter números falsos.
Enquanto o estado brasileiro reconhece a situação de violência física e sexual sofrida pelas mulheres brasileiras, criando mecanismos de proteção como a Lei Maria da Penha, quando neste ano comemoramos 100 anos do Dia Internacional da Mulher, o excelentíssimo senador, vem na contramão da história e dos fatos expressando o mais refinado preconceito, machismo e racismo incrustado na sociedade brasileira.
Por isso, vimos através desta carta ao Povo Brasileiro repudiar a atitude do excelentíssimo senador Demóstenes Torres. 

Ao tempo em  que resgatamos a dignidade das mulheres negras e indígenas, que durante a formação desta grande nação, foram SIM abusadas, foram SIM estupradas, foram SIM torturadas, foram SIM violentadas em seu físico e sua dignidade. Aos filhos dos seus algozes, o leite do seu peito, aos seus filhos, o chicote. Não nos curvaremos ao discurso machista e racista do Senador!  É inaceitável, que o pensamento dos Senhores de Engenho se expresse em atitudes no Parlamento Brasileiro.

Brasília, 05 de Março de 2010.
Conselheiras e Conselheiros do Conselho Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial - CNPIR

Vera Mattos
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terça-feira, 2 de março de 2010

ANA BRUNI CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A VERA MATTOS




"As mulheres não querem lutar, querem viver!

Querem que lutemos pelos direitos que temos direito em nossa Cosntituição.

Não é aceitável se falar na violência doméstica !

Temos de acusar os que afligem a Mulher!

O homem: este é o agressor!"

ANA BRUNI CONCEDE ENTREVISTA EXCLUSIVA A VERA MATTOS.
A VIOLÊNCIA AINDA SEM SANGUE TEM CARA NO BRASIL.

Vera Mattos :QUAL A CONDIÇÃO DA MULHER HOJE EM DIA?

Ana Bruni: Desamparada. Abandonada. Discriminada. Humilhada.Desproteg idaS

O Brasil não respeita as Convenções assinadas pela erradicação da Violência contra a mulher. Toma medidas paliativas, mas não com o vigor e seriedade que temos direito.
A mídia não favorece as situações femininas, continuam nos discriminando em nossa posição social e impondo a massa a mulher objeto sexual ou a mulher sofrida.
Não nos respeitam como cidadãs,. Como podemos respeitar os poderes?
Não somos , nem queremos a tarja de vítimas. Somos Mulheres!
Não queremos proteção, exigimos nossos direitos!


Vera Mattos: COMO VC SE SENTE NA CONDIÇÃO DE PESSOA AMEAÇADA?

Indignada pelo silêncio da sociedade!
Esta é a ameaça maior! Que tudo pelo qual passamos continue por outros séculos!
Muitas já caíram, tropeçamos atualmente na poeira delas e para que? Para alcançarmos em 2007 estatísticas de mais mortes? Para acontecer o caso (mais atual) no Pará?
A violência pode ser física,porém a moral a psicológica é irreparável.
Assim nos matam em vida.
O que falta fazerem conosco?
O Brasil tem de por um fim na violência! A chamem de Praga, pois é exterminadora.


Vera Mattos: VOCÊ ACREDITA QUE OS ÓRGÃOS GOVERNAMENTAIS PRESTAM SERVIÇOS A CAUSA DA MULHER?

Ana Bruni: Falando exclusivamente sobre a Violência: Não nos interessa saber se conseguiram resolver assuntos de 100 ou 500 mulheres. As outras milhares em nosso país como ficam? Como sobrevivem ?
Existe por acaso um grupo que pode ter apoio e outro não?
Uma cidade ou capital em especial que as mulheres podem ter mais ajuda? E noutras pequenas comunidades como ficam as mulheres?
Estes órgãos têm o poder, tem recursos e muitos! Que não nos constrinjam a viver em guetos.Quando apelarmos a eles que venham em nosso socorro, que enviem pessoas que possam nos proteger e orientar.


Vera Mattos: O QUE É PIOR: A VIOLÊNCIA FAMILIAR OU O DESCASO DAS AUTORIDADES?

Ana Bruni: A violência familiar existe por causa do descaso das autoridades. Sabem os que nos atingem, que mesmo com a Lei 11.340 serão protegidos por seus advogados e serão agraciados com a morosidade da justiça ( entrega de intimações, etc. ).
Sabem aqueles que mesmo e quando condenados pela lei que voltarão a ameaçar suas vítimas, como de fato acontece.O rigor, a voz da autoridade não existe! È visível, audível o que estes com o poder transmitem para os agressores. Se sente a cumplicidade, é transmitido o sentimento de impunidade. As testemunhas são coagidas, intimidadas.
Quando em desespero manifestamos nosso medo em ser mortas dizem:

“Se a senhora morrer caçaremos os culpados!”

Quando não estamos de acordo com suas atitudes, nos ameaçam de prisão por desacato.

Prevenção não existe. As famosas 48horas para as medidas preventivas não existem!

O medo, o desamparo existe, é real.

Entre a opção de duas violências,familiar ou autoridades: Não existe o pior! Sua vida como mulher é destruída e ameaçada , seus princípios e bases éticas como cidadã despedaçados.
Nada sobra nestas opções.


Vera Mattos: ESTÁ SOB AMEAÇA DE MORTE?

Ana Bruni: Denúncias a integrantes da Polícia Militar , Civil, Órgãos de Segurança e Justiça nunca colheram bons resultados para os que se atreveram a fazê-las.
O resultado do Cala Boca Brasileiros está em nossa mídia . São juízes, advogados, policiais que agem protegidos por seus mantos e emblemas e mancham com sangue e muito sofrimento os juramentos daqueles honrados e íntegros que fazem parte destes órgãos de Segurança e da Justiça.
Existem valorosos e íntegros que combatem pela paz, não violência e pela justiça , mas não podem fazer milagres, não tem condição de irem contra o sistema a qual pertencem são pessoas que tem família, parcos ganhos, não são tão heróicos e destemidos que permaneçam do lado da vítima contra o corporativismo.

Ameaças de prisão, de internação em sanatórios sim. Apelido de um dos que denuncio : Matador

Caso algo me aconteça, será de origem particular ou policial?

Não me protegeram, me difamaram, usaram de abuso e prevaricação, fui agredida, se isto não são ameaças veladas não sei o que são?
Morte ? Já mataram a antiga mulher, esta não ressuscitará jamais. Seu sangue se transformou em lágrimas da mulher atual.

Como me disse uma desembargadora de outro estado;
Lamento Ana
Nem sei o que te dizer!

Vera Mattos:QUAL A SOLUÇÃO PARA SEU CASO? O QUE ESPERA QUE ACONTEÇA?

Em relação às autoridades da Policia Civil e Militar , investigação profunda e que se desculpem comigo oficialmente pelas atitudes , descaso e violência com a qual fui tratada .

Assim solicitei inicialmente em maio de 2006 a autoridade máxima da Policia Militar de
Ilhéus. Recebi desculpas verbais, quando solicitei em ofício se calaram, como calados estão até hoje.

Desejo que a sociedade retome a credibilidade nestes Órgãos. O povo não pode ter medo de denunciar. Policia e Justiça tem o dever de nos acolher, proteger e nos orientar.

Desejo que estes da policia e da justiça sintam que temos confiança na ética e integridade deles.
Que país é este onde o povo tem se defender de criminosos e dos que deveriam te proteger deles?


Vera Mattos: NESTA SEMANA DE ATIVISMO VOCÊ TEM ESPERANÇAS DE QUE ALGO POSSO ALTERAR A SITUAÇÃO EM QUE SE ENCONTRA ?

A situação na qual me encontro, é a mesma situação que se encontram centenas de mulheres.
Utopia pensar que meu caso teria alguma alteração, enquanto no Pará acontecem desmandos verbalizados na mídia, com aval de mulheres no poder e com a cumplicidade do silêncio da comunidade.
Tenho esperanças sim, que pelo menos estas mulheres que tem o poder e aquelas que comparecem a tantos Congressos, Fóruns e Seminários se unam não só pela voz, mas pelos seus atos em sociedade, que mostrem a cara, que se desculpem pelas suas omissões, que criem realmente um canal aberto, um histórico das muitas que aflitas buscam por socorro.

O 180 atualmente está melhor, no ano passado era um desastre. A mulher tem de ser reconhecida não como uma estatística , mas na sua individualidade.
Não somos todas Anas, ou Marias, existem Veras, Tanias, Lucias, Teresas, Lauras.
Temos nomes e cada qual sua história. Não temos tempo para conversa fiada, pra burocracia. Não temos recursos. Muita tem filhos, precisam sobreviver, se protegerem e aos seus.

Humanidade precisamos. Solidariedade necessitamos.

Uma que cai, que morre, que se suicida, que perde a razão,que vive por anos em depressão é mais uma ferida , uma chaga em nossa pretensa Constituição, aos Direitos Humanos.

Nenhuma pode cair, todas nós unidas devemos sustentá-la e acompanha-la em sua caminhada.!



Vera Mattos: QUE ORIENTAÇÃO VOCÊ PODE DAR A UMA MULHER PARA QUE SUA HISTORIA NÃO VENHA A SE REPETIR?

Não conte com ninguém , nem familiares, nem amigos, nem testemunhas. Conte com você e Deus.
Procure um advogado , vá junto com ele fazer, em caso de violência física, o exame no IML e depois sempre acompanhada vá a Delegacia, DEAM, prestar a ocorrência policial, o famoso BO.
Enquanto as Delegacias não mudarem sua postura em nossa relação, que as mulheres gravem seus depoimentos, como te atenderam, como te trataram. Façam cópias de toda documentação e provas entregues.
Sempre acompanhada de advogado procure o MP imediatamente, nem espere as famosas 48 horas. Em muito menos tempo poderão estar mortas, difamadas, acuadas. Caso não te atendam, entregue um ofício relatando a urgência e perigo da situação

Resumindo: Mulher se proteja de todas as maneiras. Não confie, não espere ajuda, use de todas as armas para que tenha segurança.

Muitas vezes fazem você de BO-BA com a sua BO

Trágico mas é a realidade.

Ana Maria C. Bruni

05/12/2007


Propositalmente, estou repetindo a entrevista. Todos os criminosos continuam impunes.
Absolutamente todos. Em plena semana internacional da mulher eu pergunto o que Cazuza já interrogava:"QUE PAÍS É ESTE?"

segunda-feira, 1 de março de 2010

Igualdade no trabalho - Gênero e sindicalismo

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Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
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Gênero e sindicalismo
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Escrito por Luiz Carvalho   
26/02/2010
CUT cobra do governo ações concretas pela igualdade no trabalho entre homens e mulheres
  • Foto: Fotos: Dino Santos
    Rosane Silva defendeu divisão de responsabilidade com os homens
    Às vésperas da celebração dos 100 anos da Declaração do Dia Internacional das Mulheres, as seis centrais sindicais brasileiras (CUT, Força Sindical, CGTB, CTB, UGT, Nova Central) se reuniram na manhã desta sexta-feira (26), na região central de São Paulo, com a ministra da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, Nilcéa Freire (SPM), para discutir questões de gênero, trabalho e sindicalismo.


    A ministra iniciou a participação explicando que a prioridade da SPM no primeiro semestre deste ano é a igualdade e promoção do acesso das mulheres ao mercado de trabalho. Para isso, ela elencou três eixos principais de atuação: o projeto de lei apresentado em dezembro no Senado, a ratificação pelo Brasil da convenção 156 da OIT (Organização Internacional do Trabalho), ambos referentes à relação de igualdade entre homens e mulheres no trabalho, e a PEC (proposta de emenda constitucional) 30, que estende para seis meses a licença maternidade.


    As trabalhadoras aproveitaram a oportunidade para criticar a construção do projeto sem a participação dos movimentos sociais e o formato que não aponta ações práticas. Em análise realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) e pela CUT, foram destacados pontos como a falta de referência à igualdade de remuneração e de regras para acesso e a progressão feminina no mercado de trabalho em condições de igualdade.

    Faltou participação

    Rosane Silva lembrou que mesmo antes de existir unidade entre as centrais, a CUT já produzia políticas de gênero. Em relação ao PL, ela ressaltou a necessidade da construção de um grupo de trabalho (GT) para analisar cada ponto do documento e de convocar os movimentos sociais no momento em que fosse para votação no Congresso.

    • Foto: Fotos: Dino Santos
      Artur: sem equidade não deve ter financiamento público
      A dirigente falou ainda sobre a necessidade de lutar para equiparar os direitos das trabalhadoras domésticas com os demais trabalhadores e de retomar a campanha do início dos 1980 apontando a creche como um direito às crianças do campo e da cidade e uma obrigação do Estado. Além disso, ela reafirmou a posição da Central favorável à extensão da licença maternidade e também da licença paternidade para seis meses como forma de dividir as responsabilidades sobre a criação dos filhos e o pleno acordo com o PNDH-3 (Terceiro Programa Nacional de Direitos Humanos), que cita a descriminalização e legalização do aborto.

      Por fim, Rosane disse que as centrais desejam realizar uma audiência com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, e com a própria Nilcéia. "Queremos apresentar a pauta das mulheres para as eleições de 2010 e acreditamos que você (Nilcéa) seria a pessoa mais indicada para organizar essa agenda", disse.

      Fechar a torneira do crédito
      Da mesma forma que fez na Oficina de Planejamento da Secretaria Nacional de Combate ao Racismo, Artur Henrique, criticou a juridização da política e a politização do Judiciário, que afetam avanços democráticos conquistados dentro do Congresso. "Passamos um tempão discutindo temas como políticas de cotas, reconhecimento das centrais, extensão da licença-maternidade e aí vem um partido conservador, entra com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e vemos todo esse esforço sofrer um grande golpe", comentou.

      O presidente também registrou que outra pauta da CUT, a redução da jornada para 40 horas semanais sem redução de salário, é simplificada por muitos setores da sociedade sob a ótica da geração de emprego e não da luta por mais tempo com a família, para lazer e para a qualificação.

      Artur afirmou ainda a importância de avançar para questões mais práticas como forma de estabelecer a igualdade no ambiente de trabalho. "Ao invés de estabelecer novas regras, acredito que precisamos pressionar para cumprir aquelas que já existem. Precisamos fazer um esforço conjunto entre centrais e a OIT para negociar pelo lado positivo, oferecendo selos de qualidade para as empresas que praticam políticas de equidade, e fechando a torneira do crédito e não permitindo o financiamento público a quem não oferece contrapartidas sociais", sugeriu.

      • Foto: Fotos: Dino Santos
        Ministra Nilcea Freire participa do encontro
        Nilcéia comenta

        Após a exposição do dirigente cutista, a ministra Nilcéa Freire comentou todas as questões levantadas pela CUT.

        Em relação aos grupos de trabalho e aos projetos de lei, ela acredita que as audiências públicas não substituem uma discussão mais profunda e que o PL não é um objetivo em si, mas sim um pretexto para discutir o assunto. "A construção de um GT é muito importante não só para aperfeiçoar o  projeto, mas também trabalhar a estratégia conjuntamente e a mobilização na sociedade."

        Sobre o trabalho doméstico, a ministra afirmou que o fato da convenção 156 não ter sido votada e não ocorrer um avanço na questão dos direitos trabalhistas para as domésticas são duas de suas frustrações. "Avançamos em alguns alguns direitos das trabalhadoras domésticas que estavam no limbo, mas o grande pulo era a PEC. A gente batalhou, mas não imaginava que a resistência fosse tão violenta. Para mim, a coisa mais dolorosa foi ver como as pessoas reagiam na questão da fixação da jornada de trabalho", lamentou.

        Creche, violência e contrapartidas sociais - Nilcéa disse ainda que está de acordo com a avanço de seis meses também para a licença parital e que será possível melhorar muito a situação das creches com o PAC 2 (Programa de Aceleração do Crescimento), que o governo Lula anunciará em 2010. "No PAC 2, que será anunciado agora e é mais social do que o PAC 1, a previsão é de imediata construção de 10 mil creches nas comunidades de baixa renda no País", anunciou.

        Ela comentou ainda que o governo irá colocar no ar uma campanha no 8 de março que fala sobre a autonomia das mulheres, mas também destaca o Disque Violência 180. "A Lei Maria da Penha é completa, o problema é que as pessoas não querem ver a completude dela. Iremos ressaltar que o 180 também é para denunciar o mal atendimento prestado nas delegacias. Precisamos continuar denunciando e indo em cima com o Ministério Público."

        Ao final, a ministra elogiou a observação de Artur sobre as contrapartidas sociais e destacou que isso precisa ser mais explorado. "As políticas de estímulo como selo pró-equidade que temos devem vir paralelas às medidas restritivas. Na bolsa mundial onde se valora as ações, a questão da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres é um dos quesitos", concluiu.
        Atualizado em ( 26/02/2010 )


        Pode aceder-lhe no seguinte endereço:
         http://www.cut.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=18988&Itemid=99999999





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        FW: Peemedebistas criticam decisão do STJ sobre violência doméstica.










        Vera Mattos

        Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
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        Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos 
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        --- Em dom, 28/2/10, Jeanete Mazzieiro <jeanetemazzieiro@hotmail.com> escreveu:

        Assunto: FW: Peemedebistas criticam decisão do STJ sobre violência doméstica.

        Data: Domingo, 28 de Fevereiro de 2010, 12:28

        Peemedebistas criticam decisão do STJ sobre violência doméstica.
        http://www.pmdb.org.br/noticias_mulher.php?cd=2313
        Ana C.Silva, Paulo Marcial e Roberta Ramos (PMDB)
           25 de Fevereiro de 2010 • 18h42

        Brasília - A presidente do PMDB do Amapá, deputada Fátima Pelaes (AP), lamentou a decisão, tomada na tarde de ontem,(24), pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sobre violência contra a mulher. De acordo com o entendimento de três dos seis ministros da Corte, ações penais decorrentes de lesões corporais leves ocasionadas por violência doméstica só podem ter prosseguimento caso haja uma representação por parte da vítima. Na prática, a nova norma contraria a Lei Maria da Penha, que prevê o andamento do processo independentemente da vontade da vítima.

        Na avaliação da deputada, a decisão do STJ representa um retrocesso, já que a questão da violência contra a mulher não se trata de um problema individual, e sim, de um assunto social. "É fundamental que o Ministério Público, o guardião da sociedade, acompanhe atentamente os desdobramentos desta determinação. Está claro que a decisão permitirá que mulheres vítimas de agressões voltem a ser intimidadas pelos seus agressores. Não vejo avanço na decisão, muito pelo contrário", ponderou.

        Fátima Pelaes lamentou que no país boa parte das mulheres ainda associe amor a sofrimento. "Para mudar essa cultura, precisamos de uma legislação que dê amparo a situações como estas, nas quais a violência doméstica pode servir como justificativa para àquelas que acreditam que amor está ligado a algum tipo de pesar", destacou.

        A secretária-geral do PMDB Mulher, Regina Perondi, indignada com a decisão tomada pelo STJ, está convidando todas as mulheres que participarão da Convenção Nacional do Núcleo, no próximo dia 20, a usarem tarjas pretas para demonstrarem a "revolta" contra a decisão.

        Para Regina Perondi, a decisão, em sua essência é um absurdo que precisa ser corrijido. "São inúmeras as situações nas quais as mulheres podem se sentir prejudicadas pela nova regra. As mulheres irão ficar reféns de seus companheiros, de seus maridos agressores, como era antes. Nós que dependemos da Lei Maria Penha estamos assustadas com tudo isso", afirmou.

        Regina lembrou que as denúncias de pessoas próximas às vítimas não terão mais validade. "Infelizmente só podemos lamentar a decisão de ontem do STJ. É primordial a bancada parlamentar feminina utilize os espaços que possuem para alertar o Legislativo e o Executivo sobre essa questão", enfatizou.

        Na opinião da deputada Rose de Freitas (ES), a decisão do tribunal representa um grande retrocesso, uma vez que a determinação amplia as dificuldades das mulheres em denunciar companheiros violentos. "A Lei Maria da Penha já não era cumprida pro muitas autoridades, alguns juízes se recusavam a acolher denúncias baseadas na lei. A possibilidade da denúncia, mesmo sem a queixa da agredida, tinha uma grande importância, pois só vendo as punições é que as pessoas percebem que é vale à pena denunciar", ponderou.

        A parlamentar acredita que se for mantida a decisão, a tendência é que não haverá punição nenhuma para quem comete este tipo de violência. "Reconheço a importância da denúncia pela pessoa agredida, mas é importante manter de se manter o processo mesmo sem a queixa de quem sofreu a violência", concluiu.






         





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