quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

FW: [CNDM] SPM divulga balanço de 2009 do Ligue 180

Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
Membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
Mémbro da Rede Nacional de Direitos Humanos.
Membro do Estado de Paz.
Visitem:

http://www.veramattos.com.br
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Data: Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, 1:29

Repassamos às companheiras o balanço/2009 referente ao atendimento do 180.

SPM divulga balanço de 2009 do Ligue 180
25/01/2010 - 18:00

 

Foram registrados de janeiro a dezembro do ano passado 401.729 atendimentos, um aumento de 49% em relação ao ano de 2008 (269.977)

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), registrou 401.729 atendimentos, de janeiro a dezembro de 2009 - um aumento de 49% em relação ao ano de 2008 (269.977). Parte significativa desse total deve-se à busca por informações sobre a Lei Maria da Penha, que registrou, 171.714 atendimentos, contra 117.546, em 2008,  crescimento correspondente  a 47%.

Dos 40.857 relatos de violência, a maioria dos agressores são os próprios companheiros. Do total desses relatos, 22.001 foram de violência física; 13.547 de violência psicológica; 3.595 de violência moral; 817 de violência patrimonial; 576 de violência sexual; 120 de cárcere privado; 34 de tráfico de mulheres; 8 de negligência; e 154 outros. Na maioria das denúncias/relatos de violência registrados no Ligue 180, as usuárias do serviço declaram sofrer agressões diariamente (70%).

De acordo com a ouvidora da SPM, Ana Paula Gonçalves, a veiculação em rede nacional da campanha institucional 'Uma vida sem violência é um direito de todas as mulheres', lançada em novembro passado para divulgar o Ligue 180, é um dos responsáveis pelo aumento na demanda, junto a maior divulgação da Lei Maria da Penha.

Melhorias tecnológicas e capacitação dos atendentes também são apontadas como motivos para o acréscimo nos atendimentos da Central. No ano passado, ao completar quatro anos de funcionamento, o Ligue 180 teve sua estrutura de atendimento ampliada, passando de 20 para 50 pontos de atendimento.  A Central também passou a funcionar por meio da tecnologia VOIP - Transferência Direta de Chamadas -, que permite sistematizar automaticamente os dados das chamadas recebidas (data, local de origem, hora e duração da chamada).

Chamada Ativa - Foi implementado, ainda, o sistema de "chamada ativa", para a geração de chamadas a partir da Central, viabilizando o acompanhamento das denúncias junto aos órgãos a que estas foram encaminhadas, bem como o monitoramento da Rede Especializada de Atenção à Mulher Vítima de Violência (DEAMs, Centros de Referência, Casas Abrigo, Juizados Especializados, Defensorias da Mulher). Para tanto, a Central contará com 60 canais para geração de chamadas.

Criada em 2005 pela SPM e parceiros, a Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 é um serviço de utilidade pública que presta informações e orientações sobre onde às mulheres podem recorrer caso sofram algum tipo de violência. O atendimento funciona 24 horas, todos os dias da semana, inclusive finais de semana e feriados.

 

 







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VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Repercussão do grito contra a impunidade em praça pública na capital mineira.

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CNDM
CNDM@listas.planalto.gov.br
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Vera Mattos

Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
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Assunto: VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Repercussão do grito contra a impunidade em praça pública na capital mineira.
Para:
Data: Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010, 1:35

Participamos ontem representando o CNDM-Conselho Nacional dos Direitos da Mulher, nas atividades de protesto ocorridas em BH, em repúdio a morte e violência contra milhares de mulheres em nosso Estado. A morte da cabelereira foi a gota d'agua para uma grande rebelião de mulheres, de diferenciados segmentos da sociedade mineira. O ato foi muito representativo e prestigiado pela mídia de TV, jornal e rádio. Mostramos a força da mulher mineira.  A atividade foi organizado pelo Movimento Popular da Mulher e UBM, com apoio total da Dep. federal Jô Moraes e Márcia Cássia do Comdim (Coordenadoria da Prefeitura).

Abs,

Jeanete Mazzieiro - Secretária Executiva

(Encaminhando abaixo sequência de algumasdas reportagens e desdobramento  do referido Ato Público realizado na Praça 7 em BH)

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PORTAL VERMELHO
- http://www.vermelho.org.br
25 de Janeiro de 2010 - 16h24

A União Brasileira de Mulheres (UBM), o Movimento Popular da Mulher (MPM), o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher e a Coordenadoria Municipal dos Direitos da Mulher (Comdim) fizeram nesta manhã (25), um Ato Unificado de Indignação contra Assassinato de Mulheres, cobrando das autoridades competentes medidas eficientes de garantia do cumprimento da legislação de proteção, em especial, a Lei Maria da Penha.

protesto em BH mf
 O ato comoveu os que passaram pelo quarteirão fechado da rua Rio de Janeiro, entre a avenida Afonso Pena e a rua Tamoios. Usando véus negros no rosto, as integrantes de entidades de mulheres levaram para a Praça Sete um caixão com uma boneca representando a cabeleireira Islaine de Morais assassinada na semana passada pelo ex-marido, o borracheiro Fábio Willian Soares, com nove tiros à queima roupa. A execução – filmada pelas câmeras que a vítima instalou em seu salão de beleza, diante das constantes ameaças e agressões –, ganhou repercussão mundial.

"No caso de Maria Islaine a justiça deveria ter aplicado a medida protetiva, tomando a arma do agressor, exigindo seu afastamento da vítima ainda na primeira denúncia. Foram oito denúncias e três pedidos de prisão preventiva contra o agressor, antes de ela ser executada", destacou a presidente da UBM, Maria Bebela Ramos Siqueira, em discurso aos que se aglomeraram para protestar, compartilhar da dor diante de tanta violência e até denunciar agressões.

"Ainda há muito a avançar, temos a Lei Maria da Penha, mas faltam os mecanismos essenciais para que ela seja cumprida de fato", alertou a presidente do MPM, Hercília Levy.

Vigília

A deputada federal e uma das fundadoras do MPM, Jô Moraes (PCdoB/MG) explicou que a manifestação é o início de uma vígília que só irá terminar quando se apurar onde o sistema falhou. "Não nos importa saber quem é o culpado, mas onde a falha se deu. O nosso propósito é o que evitar que outras mulheres tenham o mesmo fim. E olha que no final de semana tivemos outras mulheres e até um bebezinho agredidos", disse. A parlamentar também cobrou a implantação do Juizado Especial da Mulher e a de delegacias de mulheres nas diversas regiões da cidade, descentralizando o atendimento.

Ainda esta semana ela e as representantes das entidades de mulheres irão ao chefe da Polícia Civil do Estado, delegado Marco Antônio Monteiro, e ao presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Sérgio Resende, reivindicar "efetividade e estrutura financeira, de recursos humanos e estrutural para que as mulheres ameaçadas e agredidas tenham a proteção necessária e os agressores sintam a mão pesada da lei".

Jô Moraes observou que " defender a memória das mulheres assassinadas é defender seus filhos, suas famílias. É impedir a existência de novas vítimas. E defender a sociedade".
"Porque o sistema tem tanta dificuldade de cumprir a Lei Maria da Penha? Questionou a representante da Comdim, Márcia de Cássia Gomes.

"Não aceitamos retrocesso. A lei é uma conquista. Temos uma delegacia com plantão 24 horas, um conselho nacional, um estadual e um municipal. A rede é autônoma e se convoca para discutir e lutar pelo seu aperfeiçoamento. Estamos nesta praça para que novas mulheres não sejam mortas", explicou Hercília Levy. "É preciso que o agressor seja monitorado durante um certo período, que seja vigiado para não tentar novas investidas.

Precisamos estar sempre atentas, vigilantes. A Lei só vai existir na prática se a gente existir seu cumprimento", ressaltou a cientista social, Marisa Dias.

"A lei é para ser cumprida. Queremos saber o que falta: é dinheiro para contratar delegados e detetives? Para uma infra-estrutura adequada? Para implantar o Juizado? É isso? Precisamos saber o porquê, pois seremos parceiras na luta pela liberação de recursos", anunciou Jô Moraes.

Comoção

"Exigimos a punição dos agressores, dos assassinos. Não vamos nos calar", completou Janete Mazzieiro, do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher .

Emocionada pelo clima da manifestação, no momento em que as mulheres com o rosto coberto por véus clamavam justiça! justiça!, a aposentada Hilda Maria de Oliveira, de 69 anos, que passava pela Praça e resolveu parar para assistir o ato, fez uma confissão: durante mais de 5 anos apanhou do marido, até que sua família resolveu intervir e eles se separaram.

"Naquela época, eu tinha pouco mais de 20 anos, as coisas eram bem diferentes. Quando resolvi denunciá-lo à polícia, pois estava toda machucada, foi um constrangimento muito grande. Na delegacia me mandaram desfilar de um lado para o outro e me disseram que eu também deveria falar das respostas, dos xingamentos que eu tinha feito ao meu marido. Era suposição deles , pois eu era muito retraída e tinha medo, me calava, não reagia. Eles debocharam da minha situação! Hoje, a polícia melhorou muito, é mais preparada, qualificada".

Outras mulheres também contaram o drama vivido e uma grávida, que pediu para não ser identificada, pediu ajuda contra o ex-marido, que durante o ato, lhe ameaçava pelo telefone celular. Ex-funcionária de uma empresa de telemarketing, ela revelou ter sido demitida por estar grávida. Aos prantos, a mulher de apenas 23 anos, pediu para que a levassem até a Delegacia de Mulheres, pois temia que o companheiro cumprisse a ameaça de matá-la, tendo sido acompanhada até o local por Márcia de Cássia Gomes, da Comdim.

O ato na Praça Sete foi encerrado com a entonação da música Maria, Maria, eternizada por Milton Nascimento.

De Belo Horizonte,
Graça Gomes



ESTADO DE MINAS (Nacional) - terça-feira 26 de janeiro de 2010
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA - Grito contra a impunidade
Pedro Ferreira

Sidney Lopes/EM/D.A Press
Integrantes de movimentos populares promoveram ato de indignação na Praça Sete, em BH, contra agressões

Dezenas de mulheres ocuparam na manhã de ontem a Praça Sete, no Centro de Belo Horizonte, indignadas com o assassinato da cabeleireira Maria Islaine de Morais, de 31 anos. Na quarta-feira, ela foi executada com nove tiros pelo ex-companheiro, o borracheiro Fábio Willian Silva Soares, de 30, quando trabalhava no seu salão de beleza, no Bairro Santa Mônica, Região de Venda Nova. O crime foi registrado por câmeras instaladas pela própria vítima, que havia um ano vinha sendo ameaçada de morte pelo suspeito. O advogado Ércio Quaresma entrou ontem à tarde com pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça para libertar o borracheiro, preso no Ceresp São Cristóvão.

O que levou as mulheres à Praça Sete, no entanto, foi o fato de a vítima ter registrado oito queixas na Polícia Civil contra o ex-marido, que chegou a ser enquadrado na Lei Maria da Penha e proibido pela Justiça de se aproximar por 200 metros da vítima, mas nada foi feito para salvar a vida da cabeleireira.

Segundo o Movimento Popular da Mulher e a União Brasileira de Mulheres, organizadores do Ato de Indignação contra o Assassinato de Mulheres, no ano passado a Polícia Civil registrou 15.437 queixas de agressões e ameaças na capital, bem mais do que em 2008, que teve 11.505 denúncias, e 2007, com 10.851 ocorrências. As manifestantes simularam um velório na Praça Sete, usando uma boneca. Elas cobriram os rostos com um véu negro, simbolizando o luto pelas várias vítimas que perderam a vida barbaramente.

No ano passado, segundo a Divisão de Crimes contra a Vida, 23 mulheres foram mortas em BH vítimas de crimes passionais. Foram assassinadas na capital 66 mulheres em 2009, o equivalente a 8,1% de um total de 721 homicídios. Em 2008, segundo o chefe da Divisão de Crimes contra a Vida, delegado Wagner Pinto de Souza, dos 844 homicídios, 66 eram de mulheres (7,8%). Em 2007, foram 998 pessoas assassinadas, das quais 81 mulheres (8%).

Há nove meses, a dona de casa Maria dos Anjos Portela, de 55, tenta esclarecer o mistério envolvendo o brutal assassinato da filha, a operadora de telemarketing Telma Portela da Silva, de 35, mãe de um adolescente de 12. O corpo de Telma foi achado em Juatuba, na Grande BH. Ela morava sozinha e saiu de casa para ir a um salão de beleza, no Bairro Santa Amélia, na Região da Pampulha, em BH. "Ela saiu do salão dizendo que ia se encontrar com o namorado, pegou um táxi e voltou para casa. Não sabemos com quem ela saiu de casa", disse Maria dos Anjos. Segundo ela, a perícia constatou que usaram um objeto cortante para matar sua filha, como uma faca, facão ou foice.

A aposentada Maria da Glória Silva, de 61, do Bairro Lagoa, em Venda Nova, conta que passou 27 anos sendo agredida pelo marido. Ontem, ela foi à Praça Sete para conscientizar outras vítimas da violência doméstica. "Achava que um dia ele fosse parar de me agredir, mas isso não ocorreu. Quando eu vi que ia adoecer, procurei a Defensoria Pública e me separei dele. Há 11 anos, consegui a minha liberdade", disse. A costureira Ilda Maria de Oliveira, de 69, conta que um ano depois de se casar começou a ser espancada pelo marido. "Ia à delegacia me queixar e eles ficavam rindo da minha cara. Não me esqueço disso. Depois, me separei do marido", disse a costureira.

Homem detido
por maus-tratos

Policiais militares do 39º Batalhão prenderam ontem o vendedor de salgados José Geraldo de Paula, de 45 anos, acusado de manter a mulher, Solange dos Santos Nascimento de Paula, de 30, em cárcere privado, há quase dois anos, numa casa alugada no Bairro Eldorado, em Contagem, na Grande BH. Muito magra e debilitada, a mulher foi levada com quadro grave de desidratação e anemia para o Hospital Municipal de Contagem. Ela não confirmou à polícia que era mantida trancada pelo marido. José Geraldo foi ouvido na 6ª Delegacia Seccional e, segundo o delegado Vitor Kildare Viana Perdigão, ele seria enquadrado no crime de maus-tratos, com omissão de socorro, com pena prevista de três meses a um ano de prisão. O suspeito disse que chegou a marcar uma consulta para Solange, no dia 4, mas ela se recusou a ir ao hospital.

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HOJE EM DIA - Celso Martins - Repórter - 25/11/2009 - 22:09
Varas de BH têm 26 mil processos de violência contra a mulher

Entidades se organizam para impedir mudanças na Lei Maria da Penha

FREDERICO HAIKAL

protesto_mulher

Mulheres participaram de protesto na Praça 7 contra a violência


Vinte e seis mil processos tramitam nas varas especializadas de Combate à Violência Doméstica e Domiciliar contra a Mulher de Belo Horizonte. Entidades que lutam contra a violência feminina prometem se organizar para fazer campanha no Congresso Nacional para impedir mudanças na Lei Maria da Penha, que começou a vigorar em setembro de 2006.
 
Um grupo de mulheres, algumas usando minissaias cor-de-rosa, lembrando Geisy Arruda, 20 anos, a estudante da Uniban, de São Paulo, que chegou a ser expulsa por usar roupa curta, fez um protesto nesta quarta-feira (25) na Praça 7.
 
No Dia Nacional de Combate à Violência Contra a Mulher, a promotora Laís Costa Silveira ressalta a importância da manutenção da Lei Maria da Penha, que pune com mais rigor os autores dos crimes. Segundo a promotora, a legislação pode ser flexibilizada no Congresso Nacional, onde um anteprojeto propõe mudanças no Código Penal Brasileiro, inclusive na Lei Maria da Penha.
 
"As prisões preventiva e em flagrante, instrumentos que garantem a suspensão da violência, poderão ser extintas, se as mudanças passarem pelo Congresso Nacional", alertou a promotora. Ela defendeu ainda a instalação de mais varas especializadas para combater esse tipo de crime.
 
Segundo Laís Costa, as demais varas de Belo Horizonte têm em média 3 mil processos, enquanto a da mulher movimenta em média 13 mil cada. Elas começaram a funcionar em julho deste ano.
 
Na Delegacia de Combate a Violência Contra a Mulher, o número de inquéritos dobrou neste ano. De janeiro a abril foram registradas 1.149 denúncias, contra 455 recebidas no mesmo período de 2008.
 
Um dos processos que tramitam na Vara Especializada de Combate à Violência contra à Mulher é o das agressões sofridas, em agosto deste ano, pela tenente do Exército Karen Mendes. Por três horas, ela foi espancada pelo companheiro, o tenente da Polícia Militar Henrique Buzzato Storck, que está foragido desde 3 de outubro. Segundo o Ministério Público, ele fugiu do Batalhão Rotam, no centro de Belo Horizonte.
 
O Estado de São Paulo lidera o ranking da procura pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180), neste ano, com 87.457 ligações, seguido pelo Rio de Janeiro, com 33.844, e Minas Gerais, com 18.216.



Redação do Gterra, 25/01/2010 às 17h39min

Mulheres realizam manifestação em defesa da Lei Maria da Penha Indignadas com a não aplicação da lei 11.340/06, representantes dos direitos femininos fizeram protesto na Praça

Foto: Maurício de Souza Manifestantes simularam um funeral, velando o corpo de um boneco na Praça
Manifestantes simularam um funeral, velando o corpo de um boneco na Praça
Edição Gterra
Indignadas com a não aplicação da Lei Maria da Penha (11.340/06), que impõe medidas de proteção a mulheres ameaçadas, como a cabeleireira Maria Islaine de Morais, 31 anos, morta pelo ex-marido na última quarta-feira (20), representantes dos direitos femininos fizeram nesta segunda-feira (25) protesto na Praça 7.

De acordo com dados da delegacia de mulheres de Belo Horizonte, as ocorrências com vítimas femininas cresceram 42,2% na capital desde 2007, quando a Lei Maria da Penha começou a vigorar. Foram 10.851 registros naquele ano contra 15.437 no ano passado. O aumento foi de 34,1% ante os números de 2008, quando foram instaurados 11.505 procedimentos. Apenas 300 suspeitos foram detidos em flagrante pelas agressões ou por violarem decisões judiciais em 2009.

Em meio a dezenas de pessoas, as manifestantes usaram véus negros sobre as cabeças. Simularam o funeral de uma mulher, velando o corpo de um boneco que teve o rosto tampado por jornais com matérias de vários assassinatos. Recitaram uma oração contra a opressão masculina e o descaso com que as autoridades trataram as oito denúncias de ameaças contra Maria Islaine e as determinações de proteção da Justiça.

O ato foi liderado pela deputada federal pelo PC do B, Jô Morais, e representantes da União Brasileira de Mulheres (UBM) e Movimento Popular da Mulher (MPM). "Não acredito mais em Justiça. Em 10 de abril do ano passado minha filha foi assassinada. Enfiaram uma faca ao lado do olho direito dela e fizeram um corte de 15 centímetros na parte esquerda da testa. Ninguém foi preso e só soube que ela sairia naquele dia com o namorado", protestava a dona de casa Maria dos Anjos Portela, 55 anos, mãe da operadora de telemarketing Telma Portela da Silva, 35 anos, vítima da violência que participou da manifestação.

De acordo com a deputada Jô Morais, o próximo passo é a marcação de duas reuniões. A primeira delas com o chefe da Polícia Civil, delegado Marco Antônio Monteiro, e uma outra com o desembargador presidente do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), Sérgio Antônio Resende. "Temos uma posição muito clara. A Lei não é frágil. O que tem faltado são o Estado e a Justiça aplicarem-na. Vamos conversar com o delegado para saber se há necessidade de mais verbas ou outros recursos para que a segurança das medidas protetivas seja mais efetiva e também do TJMG para saber por que as decisões não são tomadas com rapidez".

Para a presidente do MPM, Maria Isabel (Bebela) Ramos Siqueira, há falta de efetivo para a quantidade de denúncias e isso incentiva a impunidade. "São apenas cinco delegadas especializadas, para um volume de 15.437 inquéritos registrados no ano passado", acredita.

(Mateus Parreiras - Repórter )

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O TEMPO
CIDADES

2010-01-26  07:37:39

      Mulheres cobram proteção contra ameaça e violência

Assassinato de cabeleireira evidenciou falhas do poder público

Fábio Freitas Especial para O Tempo

 

Com o rosto coberto de recortes de jornais com notícias de Mulheres mortas pelos companheiros, uma boneca de pano foi "velada" ontem em Belo Horizonte, na praça Sete, em protesto contra a ineficácia da aplicação da Lei Maria da Penha para proteger a mulher.

A manifestação - organizada por diversas entidades de defesa à mulher - questionou por que as autoridades não conseguem garantir proteção em casos de ameaças, como o que resultou na morte da cabeleireira Maria Islaine de Morais, 31, assassinada na semana passada pelo borracheiro Fábio Willian Soares, 30. Ela morreu mesmo após oito queixas registradas contra o ex-marido.

"Até quando
Mulheres serão duplamente vitimadas, pagando com a própria vida pelas falhas do sistema?", perguntava um dos panfletos entregues pelos manifestantes.

"A sociedade está impactada pelo caso da cabeleireira, um crime bárbaro. É um momento de alerta contra a violência, que até hoje é muito invisível. Na verdade, o homem mostra poder pela força, pela violência", afirmou Hercília Levi, integrante do Movimento Popular da Mulher.

A deputada federal Jô Moraes (PCdoB), que participou da manifestação, disse que o centro das críticas não deve ser sobre a eficácia da
Lei Maria da Penha, mas sim sobre a aplicação dela no país. "Não interessa saber o nome do culpado, mas onde está a falha".

Denúncia. Atraídas pelo tom de alerta,
Mulheres que vivem situações de violência pararam para contar suas histórias e procurar ajuda. Uma jovem de 23 anos, que preferiu não se identificar, por medo, disse que sofre agressões e ameaças de morte do ex-companheiro. Já foi agredida com tapas, chutes e socos e chegou a ter dois dedos quebrados. Ontem, orientada pelas manifestantes, ela decidiu denunciar o ex-parceiro à polícia.

Habeas corpus. O advogado de Fábio Willian Soares, Ércio Quaresma, entrou ontem com pedido de habeas corpus para o cliente. A iniciativa vai ser contestada pelo advogado contratado pela família da cabeleireira, Marco Siqueira. Ontem, as duas irmãs do borracheiro prestaram depoimento à polícia.

Histórias de violência que se repetem
20 de agosto de 2000
A jornalista Sandra Gomide é morta aos 33 anos pelo namorado dela, o também jornalista Antônio Marcos Pimenta Neves. O crime ocorreu no interior de São Paulo. Eo assassino foi condenado a 19 anos de prisão e, atualmente, cumpre pena no regime semiaberto,

6 de novembro de 2007
O namoro dos universitários Roberto Márcio Marra, 25, e Érica Alves Arantes, 22, que durou sete anos, terminou de forma trágica, em Belo Horizonte. Após uma semana separados, Marra executou com 13 tiros a ex-namorada, no bairro Ouro Preto. Depois do crime, pulou do nono andar da universidade.

28 de novembro de 2007
Uma facada certeira no coração tirou a vida da babá Stefani Paully da Silva, 18. Ela foi assassinada dentro da própria casa, no Barreiro, na capital. O crime foi presenciado pela mãe dela, pelos irmãos e por duas crianças que ela tomava conta. O ex-namorado e primo dela Givanildo José da Silva, 25, é acusado pelo crime. Ele não aceitou o fim da relação. A mãe da babá também foi ferida.

4 de dezembro de 2007
Inconformado com o fim do relacionamento, o guarda municipal e estudante de direito Anderson Lúcio da Silva, 32, invadiu a casa da ex-noiva, a jornalista Tatiana Angélica Alves Pereira, 25, a baleou e matou a mãe dela, a enfermeira Maria Auxiliadora Alves Leite Pereira, 58. O fato aconteceu no bairro Aparecida, região Noroeste de Belo Horizonte. Após o crime ele ainda teria tentado suicídio com dois tiros. No entanto, Silva sobreviveu e acabou preso.

Acesso de ciúme
Homem atira 4 vezes contra a companheira

Um acesso de ciúme por pouco não transformou em tragédia a comemoração de um aniversário do bairro Jardim Corceti 3, em Varginha, no Sul de Minas. Segundo a Polícia Civil, Tales Ruan da Silva Malaquias, 19, teria visto a companheira Bethânia Fana Gonçalves, 19, abraçando um amigo durante a festa, no fim de semana, e não gostou.

Os dois discutiram e o homem pegou uma arma e atirou quatro vezes contra a jovem. Ela foi baleada de raspão na cabeça, no braço e na perna, conforme informou a polícia. Uma menina de 4 anos, que estava no colo da vítima, também foi atingida de raspão na perna esquerda.
As duas ainda correram para uma igreja onde pediram ajuda. Elas foram socorridas no hospital Bom Pastor, de onde já receberam alta.

O sargento Kelsen Mendes, 24º Batalhão da PM de Varginha, informou que Malaquias foi preso quando tentava fugir em um ônibus e tentou resistir. Mesmo detido e sob a vigilância de policiais, o homem voltou a ameaçar a mulher dizendo que voltaria a atirar nela. O revólver calibre 32 usado pelo suspeito foi apreendido na casa de um amigo de Malaquias.

De acordo com a Polícia Civil, inicialmente, o suspeito disse que atirou por ciúme. Depois, ele mudou a versão e afirmou que a arma disparou acidentalmente. (Raphael Ramos)




  



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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

ENC: CAPSad URGENTE: Convite de reunião e Carta Aberta



Enviada em: sexta-feira, 22 de janeiro de 2010 15:14
Para

Assunto: CAPSad URGENTE: Convite de reunião e Carta Aberta

 


Prezados parceiros,

 

Segue anexa a CARTA ABERTA DO CAPSad que contém informações sobre a atual situação deste serviço.

Aproveito este momento para convida-los para uma reunião com os técnicos do serviço, representantes das Redes de Saúde e Jurídica-social, usuários da Rede de Saúde Mental, imprensa e comunidade  em geral.

A reunião ocorrerá no dia 28 de janeiro (quinta-feira) às 14:00horas, no Centro Social Urbano de Pernambués (CSU), local em que o CAPS ad foi acolhido no momento que foi desalojado.

Conto com a presença de todos para que juntos possamos solucionar tais problemas e continuar a ofertar um atendimento pautado nos princípios do SUS e a Constituição Federal.

 

 

Atenciosamente,

 

Equipe CAPSad

    

 

 

Carta Aberta do Caps ad Pernambues.

Salvador, 22 de janeiro de 2010.

 

 

Prezados Senhores,

 

Em julho de 2009 o CAPSad foi municipalizado, desde então, a proprietária do imóvel, que era locado pela SESAB, requereu sua desocupação num prazo de trinta dias. Neste período, foram localizados pela equipe do CAPSad, dois imóveis no bairro de Pernambués e informado à Secretaria Municipal de Saúde.

No dia 04 de janeiro de 2010 recebemos um comunicado da Secretaria Municipal de Saúde que deveríamos desocupar o local até o dia 08 de janeiro. Frente à emergência de sair do local onde funcionava o CAPSad Pernambués, a coordenação e sua equipe, procurou junto a rede que trabalha em parceria, um apoio, sendo socorrida pelo Centro Social Urbano de Pernambués ( CSU ), para o acolhimento de seus materiais, técnicos e, principalmente, de seus pacientes e familiares.

Desta forma, fomos atendidos prontamente pelo dirigente do CSU Pernambués, nos oferecendo, provisoriamente, duas salas de aula para acomodar os diversos atendimentos que o CAPSad oferece como: farmácia, enfermagem, alimentação, suporte terapêutico e, tantos outros serviços que compõe um plano terapêutico. Mesmo com a suspensão de novos acolhimentos e matrículas, estávamos tentando manter o acompanhamento de nossos usuários, mas, apesar de todo esforço, este movimento está sendo inviável, devido à falta de adequação física e de infra-estrutura para o desenvolvimento das atividades, visto que, o CSU desenvolve para a comunidade outras programações direcionadas a crianças, adolescentes etc.

O prazo estipulado para permanência deste serviço no CSU é até o dia 27 de janeiro de 2010 e, após esta data, seremos obrigados a desocupar o espaço.

Até o momento estávamos funcionando em condições precárias:

·         Falta de um local privativo para atendimento aos usuários e familiares, comprometendo o acolhimento de suas demandas num momento difícil como o pós festas, onde crises e recaídas fazem parte do cotidiano da instituição;

·         Lugar inapropriado para guarda de medicamentos e prontuários, pois não temos armários;

·         As medicações estão sendo guardadas no CAPS II, necessitando que um técnico todos os dias se dirija a este local pela manhã e a tarde para buscar e guardar;

·         Inexistência de um local salubre para atendimentos clínicos, haja vista que intercorrências  como convulsão e surtos fazem parte da rotina do serviço;

·         Espaço físico sujeito a chuva e alagamentos; impossibilidade de realizar atividades administrativas (ofícios, encaminhamentos, APAC, articulação institucional) que são indispensáveis ao serviço, pois não temos computador e telefone;

·         Condição insalubre para a guarda e distribuição de alimentação, pois não temos refeitório;

·         A farmácia, enfermaria e atendimento psiquiátrico estão funcionando em uma única sala;

·         Falta de espaço físico para realização de atividades em grupo e oficinas terapêuticas;

·         Ausência de água apropriada para o consumo;

·         Um único banheiro de uso coletivo de pacientes e funcionários do CAPS, bem como toda a comunidade do CSU.

Tendo em vista a total inexistência da possibilidade de continuar realizando atendimentos, pelos motivos expostos, a equipe resolveu, em reunião, suspender as atividades que estavam sendo realizadas, de maneira precária, até que seja estabelecido um local com infra-estrutura adequada.

Conforme a lei 10.216/2001 que estabelece a mudança do modelo de Atenção a Saúde Mental e criação da rede de serviços substitutivos, definindo, portanto, as condições para o seu funcionamento, vimos ressaltar que uma mudança provisória do CAPSad para uma casa residencial, sem uma mínima adaptação as necessidades básicas de funcionamento, nos torna vulneráveis a cometer ações contrárias  aos princípios que regem a saúde exigidos pelo próprio Ministério da Saúde, a exemplo das exigências para montagem de uma enfermaria, guarda de medicamentos, equipamentos, salas para atendimentos individual e em grupo, entre outros, além de outros princípios contrários ao Código de Ética e postura de cada categoria profissional.

Insistimos em salientar a grande necessidade e importância da manutenção do nosso serviço pautado no conhecimento técnico e atuação já reconhecida pelos pacientes e comunidade.

Diante de todo o cenário apresentado, solicitamos uma posição urgente dos órgãos competentes, no sentido de reconduzir as nossas atividades, garantindo a prestação de serviço aos pacientes e comunidade, de forma digna e profissional.

Cordialmente,

Equipe Técnica do CAPSad Pernambúes.

 

 




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terça-feira, 19 de janeiro de 2010

UBM BAHIA: "MULHERES,MAIS POLÍTICA MAIS PODER"

Com o objetivo de fortalecer politicamente as mulheres dos mais diversos segmentos da sociedade para atuarem nos espaços de poder, a UBM Bahia, estará dando início em fevereiro a única turma do curso intitulado " Mulheres, mais política mais poder".

Esse curso faz parte de um projeto nacional da União Brasileira de Mulheres, aprovado pela Secretaria Nacional de Política para Mulheres que acontecerá em 6 capitais.

O curso será aplicado baseado prioritariamente em cinco dos dez grandes eixos do Plano Nacional de Política para as Mulheres, quais sejam: 1) Autonomia econômica e igualdade no mundo do trabalho, com inclusão social; 2) Educação inclusiva, não-sexista, não-racista, não-homofóbica e não-lesbofóbica; 3) Saúde das mulheres, direitos sexuais e direitos reprodutivos; 4) Enfrentamento de todas as formas de violência contra as mulheres, e; 5). Participação das mulheres nos espaços de poder e decisão.

Para tanto, as aulas ocorrerão as sextass-feira à noite e aos sábados, o dia todo, até o mês de junho.

Estamos realizando a inscrição para seleção da turma. Quem se interessar deve enviar nome, endereço, fones, endereço eletrônico,profissão, movimento que atua para ubmbahia@yahoo.com.br. Após o primeiro contato enviaremos as demais informações.

Patrícia Ramos - 99759493 87777486

Sindicato dos Bancários da Bahia
Coordenação Nacional e Estadual da UBM
Conselheira Estadual em Defesa dos Direitos da Mulher



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Nota Pública da Articulação de Mulheres Brasileiras em defesa do III PNDH.

Assunto: [....] Nota Publica da AMB em defesa do III PNDH para divulgacao - anexada

 

 

NOTA PÚBLICA

 

 

A Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB), movimento feminista que reúne mais de vinte fóruns, redes e articulações estaduais de mulheres e, através destes, articula centenas de organizações, grupos, ONGs e movimentos de mulheres em todo o território nacional, vem a público manifestar seu apoio ao Programa Nacional de Direitos Humanos III (PNDH III) e expressar os nossos cumprimentos ao Ministro Vannuchi, que mesmo sabendo dos riscos que correria por parte da ofensiva conservadora brasileira, optou por ser fiel aos anseios dos milhares de pessoas que participaram da construção do PNDH III.

Fruto de um amplo processo participativo que envolveu debates, seminários, conferências e negociações do qual participaram milhares de representantes do governo e de diversos setores da sociedade civil, o PNDH III representa um avanço substantivo na efetivação dos direitos humanos como política de Estado, essencial para a construção de um país verdadeiramente democrático.

O PNDH III toca em questões fundamentais para a justiça social e a democracia, dentre as quais a democratização da propriedade e dos meios de comunicação, a revisão de leis do período da ditadura militar que embasaram violações de direitos humanos, a efetivação da laicidade do Estado, a união civil entre pessoas do mesmo sexo e a descriminalização do aborto.

Em meio a pressões dos setores conservadores e fundamentalistas, o presidente Lula, infelizmente, aponta para a revisão do PNDH III, tanto no que se refere à punição de torturadores na ditadura militar, como na revisão da lei que pune o  aborto no Brasil, que segue a mesma desde 1940, alegando que o Plano, neste ponto, não expressa a posição do governo.

Esta afirmação é no mínimo estranha, considerando que o PNDH III foi assinado por trinta e um dos(as) trinta e sete ministros(as) do governo e  construído ao longo de um ano, tendo como marco inicial os debates da XI Conferência Nacional de Direitos Humanos e tendo permanecido por meses no site da Secretaria de Direitos Humanos para consulta nacional.

Pode ser que o PNDH não expresse a posição pessoal do presidente Lula, que é de foro íntimo e se ampara em crenças religiosas, mas, certamente, ele expressa a posição da maioria das mais de 14 mil pessoas que participaram da elaboração do plano. Isto porque o Plano deve expressar as resoluções de uma política de Estado – laico, no caso do Brasil – e o compromisso deste com a efetivação dos direitos humanos, incluindo os direitos das mulheres, que são violados quando não se assegura às mulheres a autonomia sobre seu próprio corpo e reprodução.

A descriminalização e a legalização do aborto são mais que questões de saúde pública. Significam a garantia de uma vida digna para todas as mulheres e o respeito a uma série de direitos fundamentais que lhes são atribuídos por documentos como a Declaração Universal de Direitos Humanos e a Constituição Federal. A revisão de uma legislação anacrônica – que se mantém intocável por quase 60 anos à custa da inflexibilidade moralista dos setores políticos alinhados à Igreja –, atende às recomendações de organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas, que já debateram a temática dos direitos reprodutivos em diversos tratados e convenções internacionais e conclamaram os governos do mundo inteiro a rever suas políticas de planejamento familiar e reprodutivo de forma a não punirem as mulheres pela inadequação dessas políticas às suas realidades.

Entendemos que qualquer mudança no PNDH III representará um retrocesso para a democracia brasileira e para o sistema de construção participativa das políticas públicas, significando a negação das vozes e lutas travadas ao longo de décadas pelos movimentos de Direitos Humanos e dos Movimentos de Mulheres, seu respaldo no direito constitucional e internacional e sua legitimidade na construção de um documento que, acreditava-se, marcaria um momento de maturidade política e liberdade democrática em nosso país.

Por isso, nós, da AMB, afirmamos que nos manteremos atentas e firmes em nosso apelo por coerência, justiça e respeito à vida das mulheres, pois este é um compromisso que precede oportunismos partidários e eleitoreiros. Não podemos admitir seguir vivendo num país onde o direito ao reconhecimento de nossa humanidade é visto como algo menor, que pode ser adiado ou cerceado em prol do conservadorismo moralista de forças políticas funamentalistas. Nós brasileiras também desejamos, como outras mulheres do mundo, o reconhecimento de nosso direito de escolha, de nossas liberdades individuais e de nossas lutas coletivas!

  

Articulação de Mulheres Brasileiras

13 de janeiro de 2010



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Enc: [VERA MATTOS] ZILDA ARNS MORRE NO HAITI. QUANTA TRISTEZA!



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br




Assunto: [VERA MATTOS] ZILDA ARNS MORRE NO HAITI. QUANTA TRISTEZA!
Para: verinhamattos@yahoo.com.br
Data: Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010, 11:47




Zilda Arns Neumann, coordenadora internacional da Pastoral da Criança, foi uma das vítimas do terremoto que devastou o Haiti na terça-feira (12). A informação foi confirmada pelo gabinete do senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda. Segundo informações da assessoria do parlamentar, Zilda Arns estava em missão humanitária no Haiti e, no momento do terremoto, estava andando nas ruas com um sargento do Exército e morreu nos escombros. O senador está indo para o Haiti, junto no avião da delegação brasileira, chefiada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Zilda Arns ficaria no Haiti do dia 10 ao 15 deste mês de janeiro para participar de uma Conferência com Bispos daquele país, segundo a assessoria de imprensa da Pastoral da Criança.

Zilda era irmã de Dom Frei Paulo Evaristo Arns.

Médica pediatra e sanitarista, foi a fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Zilda recebeu diversos prêmios pelo trabalho que vinha sendo desenvolvido desde a sua fundação. Era também representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Mortos
O Exército Brasileiro confirmou nesta quarta que pelo menos quatro militares morreram devido ao tremor. Os quatro mortos são do 5o Batalhão de Infantaria Leve sediado em Lorena, interior de São Paulo. Ao menos outros cinco militares brasileiros ficaram feridos.

O Brasil, que lidera as tropas de paz da ONU no Haiti, participa da Minustah com 1.266 militares. O contingente total da missão é de 9.065 pessoas, sendo 7.031 militares, segundo dados de novembro.

O chefe civil da Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), o tunisiano Hedi Annabi, pode ter morrido no terremoto que devastou este país, assim como as pessoas que se encontravam com ele no prédio, informou o chanceler francês, Bernard Kouchner.

"Infelizmente, o prédio da ONU desabou e, aparentemente, todos que estavam em seu interior, entre eles meu amigo Annabi, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas, e todos que estavam com ele, estariam mortos", afirmou o ministro.

Trajetória de Zilda
Nascida em Forquilhinha (SC), residia em Curitiba (PR), era Viúva desde 1978, teve cinco filhos (um já falecido) e dez netos.

Zilda escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba (PR), e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS). Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina.

Em 2004, Zilda recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos os meses por 14 mil voluntários.

Pelo seu trabalho na área social, Zilda recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997); Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994); títulos de Doutor Honoris Causa das Universidades: Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina. Dra. Zilda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.


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Postado por Vera Mattos no VERA MATTOS em 1/13/2010 10:45:00 AM


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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Vídeos de Vera Mattos são proibidos em países contrários a liberdade.










Vera Mattos:"Lamento que alguns países tenham proibido alguns dos nossos vídeos que tratam da liberdade e das questões da mulher."

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

UNIFEM participa do processo de criação da nova agência de gênero das Nações Unidas.

UNIFEM participa do processo de criação da nova agência de gênero das Nações Unidas 

 

Sob o comando da diretora executiva Inés Alberdi, UNIFEM avança na proposta de unificação das quatro estruturas de gênero atualmente existentes nas Nações Unidas. Decisão tomada na 63ª Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2009, atende proposta histórica do UNIFEM de consolidar a atuação das Nações Unidas no mundo em favor das mulheres

 
Nova York (Estados Unidos) – A diretora executiva do UNIFEM (Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher), Inés Alberdi, está comandando a elaboração de uma proposta global do UNIFEM para a nova agência de gênero. A unificação das quatro estruturas de gênero das Nações Unidas - UNIFEM, OSAGI (Assessoria Especial do Secretário Geral para Assuntos de Gênero), DAW (Divisão das Nações Unidas para o Avanço das Mulheres) e INSTRAW (Instituto Internacional de Pesquisa e Treinamento para o Avanço das Mulheres) - foi tomada, em setembro de 2009, na 63ª Assembleia Geral da ONU.

 

Com orientações destinadas aos escritórios regionais e sub-regionais do UNIFEM nos mais de 80 países onde a instituição atua, Alberdi convocou em carta enviada em 31 de dezembro de 2009 a mobilização das equipes do UNIFEM para interlocução direta com a sociedade civil, especialmente movimentos de mulheres e feministas, governos e parceiros nas execuções dos programas para envio de propostas que colaborem para o projeto de configuração da nova agência de gênero da ONU. As sugestões dos países de abrangência do UNIFEM Brasil e Cone Sul – Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai -, poderão ser encaminhadas para os e-mails unifemconesul@unifem.org e unifemconosur@unifem.org até 1º de fevereiro de 2010.

 

Para Inés Alberdi, a nova agência de gênero da ONU atende a proposta do UNIFEM, amplamente discutida e apoiada por diversos governos e redes mundiais de organizações de mulheres, de garantir expressiva presença nos países, mais recursos para as políticas para as mulheres, melhoria no assessoramento aos países e governos e mais integração das agências das Nações Unidas na agenda de equidade de gênero. "Essa consolidação vai fortalecer a eficácia do Sistema das Nações Unidas na promoção da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres", apontou Alberdi.

 

A nova agência de gênero terá mais status dentro da própria ONU, sendo sua autoridade máxima conduzida por uma Subsecretária Geral – terceira posição na hierarquia do Sistema ONU. Em todo o mundo, uma coalizão composta por mais de 300 organizações não-governamentais solicitou rapidez no processo de estruturação da nova agência e a nomeação de uma liderança reconhecida pelos movimentos de mulheres e de gênero, para conduzir o processo de unificação das quatro entidades atualmente existentes.

 

A previsão é de que a nova agência já esteja em pleno funcionamento no segundo semestre de 2010. Conforme informado pela diretora executiva Inés Alberdi, o UNIFEM está empreendendo esforços para assegurar o pleno funcionamento de programas, projetos e ações apoiados pelo UNIFEM durante o processo de transição. De acordo com Alberdi, escritórios do UNIFEM de todo o mundo estão mobilizados para que a criação da nova agência de gênero tenha ampla participação das mulheres de todo o mundo.

 

UNIFEM Brasil e Cone Sul 

unifemconesul@unifem.org

www.unifem.org.br

http://twitter.com/unifemconesul

 

Logo por gd azul

 

Diga NÃO à violência contra as mulheres

Dí NO a la violencia contra las mujeres

Say NO to violence against women

 







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VERA MATTOS: Vera Mattos escreve sobre Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez." Para nunca esquecermos".

VERA MATTOS: Vera Mattos escreve sobre Rita de Cássia Tavares Giacon Martinez." Para nunca esquecermos".

Descrença dos movimentos de mulheres em relação aos organismos oficiais.

Sim. A verdade sempre supera a mentira. Não é de hoje. A verdade faz história. A mentira não. A mentira faz a impunidade. Mas é verdade também que a mentira é mais eficaz. Para quem mente, há defensores. Para quem fala a verdade não. Para quem fala a verdade sobra o isolamento e o silêncio dos cúmplices.
...
 
Tem gente que diz "A falta de denúncia é que gera a impunidade". Não é verdade! Casos e mais casos são denunciados  mas não se encontram os íntegros, os solidários, os competentes, os que deveriam honrar e cumprir com suas funções de ouvidores, coordenadores, corregedores, promotores.  Procuram estes emudecer as vozes esgotadas fazendo-as se perderem nos labirintos da indiferença, insensibilidade, covardia e descaso.
 
A verdade porém sempre vem a tona, mansamente ou drásticamente ela vem e se revela em sua plenitude e vigor. Ela chega por insistência e perseverância dos oprimidos. Ela chega por decisão de Deus. E chega apontando e punindo os culpados, os omissos descarados, os prevaricadores. A verdade de Deus sempre pune e punirá aqueles cúmplices da mentira.
Ana Maria C. Bruni


Isto é especialmente comum em Salvador, Bahia.
Cansei,  de denunciar.
Somente o Ministério Público Estadual faz o seu papel na Bahia.
Defensoria Pública é ineficaz, ineficiente e inoperante.Recorrer a Defensoria Pública é entregar-se nas mãos dos bandidos. Lamentavelmente, temos uma mulher na direção.
Vera Mattos, dirigente de redes feministas.


Jornalista Vera Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil