quinta-feira, 30 de julho de 2009

Sesab/Bahia:" liberem imediatamente os remédios conforme as receitas médicas apresentadas".



De: Territorio Mulher <mulher@territoriomulher.com.br>
Assunto: Medicamentos não liberados
Para: dasf.cimbahia@saude.ba.gov.br
Cc: izamara.catanheide@saude.ba.gov.br, lindemberg.rn@gmail.com, giovanna.queiroz@saude.ba.gov.br, joseraimundo.jesus@saude.ba.gov.br, bernadete.farias@saude.ba.gov.br
Data: Quarta-feira, 29 de Julho de 2009, 23:57

A
Secretaria da Saúde do Governo do Estado da Bahia.
 
Lendo as palavras da Jornalista Vera Mattos em relação a dificuldade de obter certos medicamentos, venho solicitar aos responsáveis que averiguem o que está ocorrendo e liberem imediatamente os remédios conforme as receitas médicas apresentadas.
 
Do Blog da Vera Mattos.
Desta forma, acredito que alguém está praticando grave omissão perante pacientes de alto risco, de baixissima condição financeira. E mesmo sendo colocada a situação emergencial desses medicamentos, a frieza e a estupidez de funcionários da Sesab/Ba que se encontram neste momento controlando medicamentos como Abilif, Zyprexa é inconstitucional e retira dos pacientes a condição de igualdade de tratamento. http://jornalistaveramattos.blogspot.com/ -  veramattos@ymail.com

Alguns links sobre decisões judiciais em relação a medicamentos.
 
 
 
No aguardo de uma solução o mais breve possível a solicitação de Vera mattos, que certamente fala por muitos, com o objetivo de aliviar sofrimentos desnecessários
 
Atenciosamente
 
Ana Maria C. Bruni
tel: 73-32512596
 
 
 
 


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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Sessão especial na Câmara de Vereadores, Vigília e "Diálogos sobre conquistas e desafios das Mulheres Negras no estado da Bahia"

 

ü 24/07 à noite e 25/07 a partir das 9 h --> "Diálogos sobre conquistas e desafios das Mulheres Negras no estado da Bahia"

ü 28/07:

o   Das 17:30 às 19:30 h --> VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER E RELAÇÕES RACIAIS  na XXVII VIGÍLIA FEMININSTA PELO FIM DA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

o   19 h --> SESSÃO ESPECIAL COMEMORATIVA: DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA LATINO AMERICANA E CARIBENHA

 

 

 

 

 CONVITE

A
Secretaria de Promoção da Igualdade através da Superintendência de Políticas para as Mulheres em parceria com o Centro de Estudo Afro-Orientais (CEAO/CEAFRO/UFBA)    estão realizando a atividade em homenagem há esse dia, com o propósito de fazer uma reflexão em relação às políticas públicas que estão direcionadas para essas mulheres. Com isso tem o     prazer de convidá-la para as atividades em comemoração ao  dia da Mulher Negra, Afro-latino-americana e Caribenha.
       

Acontecerá nos dias 24/07 a noite (a partir das 18:00) e 25/07 pela manhã (a partir das 9:00), No Centro de Estudos Afro-Orientais, que estar localizado na Praça Inocêncio Galvão, 42, Largo Dois de Julho  Diálogos sobre conquistas e desafios das Mulheres Negras no estado da Bahia

Contato das Atividades:

Vilma Reis (CEAFRO): (71) 99943749
Celia Menezes (SEPROMI/SPM): (71) 917503840

 

 

 

 

SESSÃO ESPECIAL

COMEMORATIVA

 

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NEGRA

LATINO AMERICANA E CARIBENHA


Dia 28 de julho de 2009

19 horas

Plenário Cosme de Farias

 

A Câmara Municipal de Salvador tem a honra de convidar V.Sa. para homenagear neste dia, mulheres que contribuíram para o desenvolvimento social, político, econômico e cultural da

Cidade de Salvador.

 

 

Vânia Galvão

Vereadora/PT

 



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quinta-feira, 9 de julho de 2009

[VERA MATTOS] Uma mulher é agredida a cada minuto no país.



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


Assunto: [VERA MATTOS] Uma mulher é agredida a cada minuto no país.
Para: verinhamattos@yahoo.com.br
Data: Quinta-feira, 9 de Julho de 2009, 0:23

Porque as mulheres ainda sofrem caladas com as agressões de seus companheiros? O último caso em Salvador foi destaque em toda a imprensa baiana e demonstra que as mulheres ainda não relevam os atos de violência dos seus companheiros. Por pouco, a assistente social Luciana Lopo, 31 anos, que sofria há algum tempo com os abusos do marido, Adalberto França escapou da morte. Como ela, - de 20 a 30 mulheres são agredidas na capital baiana todos os dias.

De janeiro até o mês de junho, mais de 4 mil casos foram registrados na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM). Sendo que, desses, 1.526 foram de lesão corporal e 264 de agressão moral, além de outros atos. Contudo, a delegada titular, Celi Carlos da Silva, ressaltou que estes números podem ser bem maiores, pois "em dezenas de casos as vítimas ainda não denunciam".

Em todo o Brasil, pelo menos uma mulher é agredida a cada um minuto. Os atos de violência podem ser manifestados de várias formas e vão, desde ofensas verbais e morais até agressão física e sexual (como socos, pontapés, bofetões e estupro). Em Salvador, somente em 2008, a DEAM registrou 8.509 casos de agressão contra a mulher, sendo que 2.722 foram de violência física. Em todo o país, o número de denúncias foi superior a 160 mil no mesmo ano.

As punições contra os agressores ficaram mais severas com a Lei Maria da Penha, que aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão do agressor, além de mecanismos de proteção contra as vítimas, mas mesmo assim, a violência não diminuiu e centenas de mulheres ainda não denunciam. Este ano, mais de 150 homens já foram presos por agredirem as mulheres e mais de 100 foram custodiados em flagrante.

Por que as mulheres não reclamam?

A delegada titular da DEAM, Celi Carlos da Silva, disse que os motivos que levam a mulher a se calar são diversos, mas os principais são: o medo, a dependência financeira e emocional e a vergonha. "As vítimas da violência são mulheres que de alguma forma dependem do companheiro, seja no sentido financeiro ou psicológico. Elas não denunciam com medo de apanhar mais ou perder o companheiro, por questões familiares que envolvem os filhos, pai e mãe do agressor, por vergonha em relação aos amigos, vizinhos e do resto da família, ou por ser financeiramente dependente ou emocionalmente. A mulher ainda hoje casa com o objetivo de construir uma família para a vida toda, e quando aparece um problema como este, não quer abrir mão do sonho", explicou a delegada.

A delegada Celi Carlos também enfatizou que a violência doméstica é um problema secular, que vem desde quando as mulheres deviam obediência aos maridos, com o respeito de um pai. "Essa cultura do machismo prevalece até hoje, a violência contra a mulher é um problema social, onde toda a sociedade pode ajudar denunciando o agressor. Só com respaldo judicial podemos acabar com essa cultura. É também necessário que a mulher se posicione e rompa com o ciclo da agressão logo no primeiro ato de falta de respeito".

Sem querer ter o nome revelado, a assistente social da DEAM disse que as vítimas são envolvidas em um ciclo de violência que começa com a agressão moral, pedidos de desculpas e depois a agressão física. "Geralmente, iniciam-se com xingamentos, ofensas e empurrões, - o agressor pede desculpas, manda flores, compra presentes - a mulher perdoa e acredita que ele não irá mais fazer. Sem uma atitude mais severa ou uma posição mais firme da mulher, ele volta a repetir a agressão e assim chega à violência física. A mulher pode se ajudar - no primeiro ato de falta de respeito, deve procurar ajuda policial ou psicológica, mas nunca pode aceitar nenhum tipo de ofensa e não encarar os xingamentos como algo natural", esclareceu.

A violência contra a mulher é um problema crônico que atinge todas as classes sociais e todos os países, até os mais desenvolvidos enfrentam essa triste realidade. Os casos recentes demonstram que essa violência se alastra independentemente de classe social, e até as celebridades saem dos holofotes do glamour para as delegacias. Como foi o caso da cantora Rihanna, que engrossou as estatísticas de casos de violência contra a mulher, ela foi agredida pelo namorado, o rapp Chris Brown. Que foi condenado a seis meses de trabalhos comunitários, como limpar pichações e recolher lixo, além de ter pegado cinco anos de prisão em regime de liberdade condicional e de ser obrigado a assistir a sessões de orientação sobre violência doméstica. No Brasil, o caso mais comentado em toda imprensa, foi o da atriz Luana Piovani, agredida pelo namorado, o ator Dado Dolabela, que depois da agressão foi proibido de ficar a menos de 250 metros de distância da atriz, e caso desobedecesse seria preso, como aconteceu recentemente. O caso ainda está sendo julgado, e se for condenado culpado, o ator vai pegar de um a três anos de prisão.

Lei Maria da Penha aumenta os rigores das penalidades

A Lei Maria da Penha conceitua e define as formas de agressões sofridas por mulheres no cotidiano: violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. Conforme a delegada, o número de denúncias está crescendo em decorrência dessa Lei, que foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em agosto de 2006, e aumentou o rigor das punições por agressões contra a mulher ocorridas no âmbito familiar.

O Brasil triplicou a pena para agressões domésticas contra mulheres e aumentou os mecanismos de proteção das vítimas. A Lei Maria da Penha aumentou de um para três anos o tempo máximo de prisão – o mínimo foi reduzido de seis meses para três meses. A nova lei altera o Código Penal e permite que agressores sejam presos em flagrante ou tenham a prisão preventiva decretada. Também acabam com as penas pecuniárias, aquelas em que o réu é condenado a pagar cestas básicas ou multas. Altera ainda a Lei de Execuções Penais para permitir que o juiz determine o comparecimento obrigatório do agressor a programas de recuperação e reeducação.

A lei também traz uma série de medidas para proteger a mulher agredida, que está em situação de agressão ou cuja vida corre riscos. Entre elas, a saída do agressor de casa, a proteção dos filhos e o direito de a mulher reaver seus bens e cancelar procurações feitas em nome do agressor. A violência psicológica passa a ser caracterizada também como violência doméstica.

O problema da violência conjugal é algo que atinge homens e mulheres, no entanto, os homens denunciam muito menos e na escala dos casos, as mulheres lideram o ranking de violência sofrida.

Os homens agredidos também podem denunciar sua namorada ou esposa, em qualquer delegacia. A delegada Celi Carlos disse que os homens agredidos são minorias e reforçou que quando a vida a dois chega ao limite de haver violência entre o casal é porque já está na hora de se colocar um ponto final na relação. E fez um alerta para as mulheres – "o homem que bate uma vez, vai continuar agredindo. Por isso, é importante denunciar, pelos telefones 130 ou 3235-0000, qualquer pessoa pode ajudar".



Lucy Andrade/Tribuna da Bahia
http://www.digita.com.br/tribunadabahia/news.php?idAtual=15340

--
Postado por Vera Mattos no VERA MATTOS em 7/09/2009 12:20:00 AM


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quarta-feira, 8 de julho de 2009

TOMAR AS VÍTIMAS COMO VETORES DA PAZ. Leitura de fatos violentos publicados na mídia, Ano 9, nº 23, 06/07/09.



 

 

Leitura de fatos violentos publicados na mídia

Ano 9, nº 23, 06/07/09 

TOMAR AS VÍTIMAS
COMO VETORES DA PAZ

 

                Gilson Barreto foi a um bar em 18 de outubro de 2008, comemorar os seus 31 anos de idade. É um barzinho no Nordeste de Amaralina, bairro onde habitava o aniversariante. Saindo dali ele cruzou com uma guarnição da polícia militar. Como se tornou comum, nessas circunstâncias, ele adiantou o passo, assim como os seus amigos e os que se encontravam no mesmo percurso. Foi aí que ele foi morto. 

 

                Os familiares e amigos do jovem assassinado fizeram manifestação em via pública, interrompendo a avenida Manoel Dias, uma das mais modernas da Pituba, com a queima de pneus. Assim a cidade ficou sabendo da história de um jovem porteiro, pai de duas crianças, nascido em criado no Nordeste de Amaralina que foi morto por policiais. Em seu favor vieram os membros de sua extensa família, os amigos, os moradores do prédio onde ele trabalhava e o Fórum Comunitário de Combate à Violência.

                Como em outros casos semelhantes, Gilson é descrito pelos policiais como alguém que se encontrava em atitude estranha, colocando em risco a guarnição. Pobre, negro, jovem, morador de bairro popular, tinha um perfil adequado ao script das cenas e cenários das mortes violentas praticadas por integrantes do corpo da segurança pública.

                Em 27 de junho de 2009 o jornal A Tarde traz uma curta notícia com o título "Sete PMs acusados de matar porteiro". O diário lista, nominalmente, os denunciados pelo Ministério Público, informa acerca da data de ocorrência da morte e, também, evidencia a autora da acusação, promotora Isabel Adelaide. Através dos nomes dos denunciados é possível identificar que seis deles são do sexo masculino e uma é do sexo feminino. 

                A notícia é mais ou menos rara, ou seja, não é freqüente a publicização desse momento pelos meios de comunicação de massa, podendo-s dizer que a denúncia à justiça costuma passar ao largo do conhecimento público, especialmente quando se trata de casos com características habituais, tal como este. O estágio que tem se apresentado como o mais propício ao tratamento do fato pela mídia é aquele que se dá imediatamente ao óbito por violência de pessoas com o mesmo perfil sócio-econômico de Gilson. O que não quer insinuar que todos os eventos sejam contemplados pela agenda midiática, apenas chama-se a atenção para as chances de noticiabilidade maior no período aqui indicado. Aliás, ao menos em parte, isso explica a alocação que se atribui a esses fatos no universo da comunicação de massa: editoria de polícia ou denominações assemelhadas.

                Tomando-se a morte de Gilson podemos observar uma perspectiva do drama familiar pouco considerada pela opinião pública. O jovem faleceu em outubro e somente no final de junho do ano seguinte é anunciada a denúncia pelo Ministério Público. E o que acontece no intervalo? Tem-se a impressão de que nada se dá. E esse "nada" é vivido com ansiedade, medo e desconfiança. Nesse tempo, os familiares descobrem que a sua história é idêntica à de outros grupos de pais, de irmãos e de amigos que perderam seus entes queridos. Reconhecem que são integrantes de uma fila que cresce, a cada dia, e torna comuns as suas dores, normais as suas histórias e infindáveis os seus esforços junto aos órgãos que compõem o sistema de justiça criminal.  

                Os filhos, os irmãos ou os amigos mortos transformam-se em números, diante da quantidade exorbitante dos óbitos por violência. Ao lado desses números-de-mortos crescem os números-de-vivos diante dos balcões das instituições que compõem os serviços de justiça criminal. Suas incessantes presenças assumiram a configuração de paisagem típica dos corredores internos às instalações da justiça. Não obstante o excesso, esse panorama, por si só, não tem funcionado como elemento capaz de pressionar os entes estatais no sentido de se dotar a justiça de condições para responder à dimensão das demandas que se multiplicam, continuamente. Ao lado disso, cabem providências preventivas, favorecendo-se a integração social dos setores que se encontram à margem da cidadania e que são, inúmeras vezes, indicados como os responsáveis pelos desacertos do sistema social.

                Caberia um experimento que tomasse a dor dos familiares de mortos como medida relativamente ao que falta. Seria este um meio de homenagear aqueles que se foram, preenchendo a sua falta com um sentido nobre para toda a sociedade. É possível dotar os corpos inertes de força antiviolência, vetores da paz que interessa a todos.

 



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terça-feira, 7 de julho de 2009

Salvador: manifestação contra psicopata frio e calculista e em solidariedade as mulheres vítimas da violência.

            MANIFESTAÇÃO

                                            HOJE!

 

O Fórum de Mulheres de Lauro de Freitas em solidariedade a Luciana Lopo e a todas as Lucianas desse Brasil que sofrem violência a cada 15 segundos, convida a todas e todos que estão indignados(as) com a brutalidade cometida por esse psicopata frio e calculista, para uma grande Manifestação.

 

DATA: 07 de JULHO 2009

LOCAL: EM FRENTE A SECRETARIA DE SEGURANÇA 

              PÚBLICA - PRAÇA PIEDADE

HORÁRIO: 17 HORAS

PÚBLICO: TODAS AQUELAS E AQUELES QUE LUTAM

                  POR UMA SOCIEDADE SEM VIOLÊNCIA

O QUE LEVAR: FAIXAS, CARTAZES, APITOS...

QUE COR VESTIR: LILÁS OU BRANCO

 

 

Nós mulheres temos direito a viver uma vida sem violência e sem opressão, com preservação da nossa saúde física e mental. Isso é Direitos Humanos garantidos na Constituição Brasileira, mas que não são respeitados, pois o índice de violência contra a mulher continua aumentando e a cada 15 segundos uma mulher é vítima dessa violência.

 

 SOCIALIZEM EM SUAS LISTAS.

 

Sulle Nascimento - Coordenadora do Fórum

(71) 9123-6974 / 8783-0289

Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


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domingo, 5 de julho de 2009

Indicação de Filme: ZUZU ANGEL



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br
 
 
 

 
 
Sinopse
Brasil, anos 60. A ditadura militar faz o país mergulhar em um dos momentos mais negros de sua história. Alheia a tudo isto, Zuzu Angel (Patrícia Pillar), uma estilista de modas, fica cada vez mais famosa no Brasil e no exterior. O desfile da sua coleção em Nova York consolidou sua carreira, que estava em ascensão. Paralelamente seu filho, Stuart (Daniel de Oliveira), ingressa na luta armada, que combatia as arbitrariedades dos militares. Resumindo: as diferenças ideológicas entre mãe e filho eram profundas. Ela uma empresária, ele lutando pela revolução socialista e Sônia (Leandra Leal), sua mulher, partilha das mesmas idéias. Numa noite Zuzu recebe uma ligação, dizendo que "Paulo caiu", ou seja, Stuart tinha sido preso pelos militares. As forças armadas negam e Zuzu visita uma prisão militar e nada acha, mas viu que as celas estavam tão bem arrumadas que aquilo só podia ser um teatro de mau gosto, orquestrado pela ditadura. Pouco tempo depois ela recebe uma carta dizendo que Stuart foi torturado até a morte na aeronáutica. Então ela inicia uma batalha aparentemente simples: localizar o corpo do filho e enterrá-lo, mas os militares continuam fazendo seu patético teatro e até "inocentam" Stuart por falta de provas, apesar de já o terem executado. Zuzu vai se tornando uma figura cada vez mais incômoda para a ditadura e ela escreve que não descarta de forma nenhuma a chance de ser morta em um "acidente" ou "assalto".
 
Elenco
Patrícia Pillar (Zuzu Angel)
Daniel de Oliveira (Stuart Angel)
Luana Piovani (Elke Maravilha)
Leandra Leal (Sônia)
Alexandre Borges (Fraga)
Ângela Vieira (Lúcia)
Ângela Leal (Elaine)
Flávio Bauraqui (Mota)
Paulo Betti (Lamarca)
Nélson Dantas (Sapateiro)
Regiane Alves (Hildegard Angel)
Fernanda de Freitas (Ana Angel)
Caio Junqueira (Alberto)
Aramis Trindade (Tenente)
Antônio Pitanga (Policial)
Elke Maravilha (Cantora do cabaré)
Ivan Cândido (Capelão)
Othon Bastos (Brigadeiro)
 
Carta de Stuart para sua Mãe
"Mãe você me pergunta se eu acredito em Deus. Eu te pergunto que Deus? Tem sido minha missão te mostrar Deus no Homem, pois, somente no homem ele pode existir. Não há homem pobre ou insignificante que pareça ser, que não tenha uma missão. Todo homem por si só influencia a natureza do seu futuro. Através de nossas vidas nós criamos ações que resultam na multiplicação de reações. Esse poder que todos nós possuímos, esse poder de mudar o curso da história, é o poder de Deus. Confrontado com essa responsabilidade divina, eu me curvo diante do Deus dentro de mim." Stuart Edgard Angel Jones





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JORNALISMO BAIANO, AMEAÇAS E DIREITOS HUMANOS.

JORNALISMO BAIANO, AMEAÇAS E DIREITOS HUMANOS.

Vera Mattos*

Uma dos aspectos mais importantes para quem sofre
ameaças de morte é saber o quanto pode ou não vir a
ser apoiado pela família, amigos e sociedade.

Não importa as razões de ameaças que pesam sobre
qualquer pessoa. O que importa é como a sociedade
reage a isto.

E tenho visto de perto esta realidade. Existe o
direito inalienável de viver, de lutar pela vida. E
quando uma pessoa consciente, séria, serena,
profissional, abre a boca e diz  "estou sofrendo
ameaças" o que pode se esperar da imprensa? No mínimo
o desejo de realizar um bom jornalismo investigativo.

E não interessa quem é a provável vítima. Está diante
de pelo menos uma sugestão de pauta. Ou uma pauta
viva.

Ocorre que a banalização da morte é tão grande que
morrendo mais um não há qualquer problema. Vende-se
bem mais a cultura da morte do que a cultura da vida.

Infelizmente, tenho sentido isto na imprensa baiana.

Quando eu mesma informei da minha situação de mulher
ameaçada  eu tive duas sensações: ou a indiferença
tomou conta dos colegas jornalistas e radialistas ou a mídia colocou o caso  nos armários da mídia como arquivo morto.

Mas quando Kardé Mourão e Suzana Varjão tomaram a
iniciativa de colocar a questão em evidência pedindo
para que os colegas tomassem a iniciativa de ajudar,
aí vi sim que a imprensa baiana tem mesmo que
cuidar-se para  aprender a revalorizar a vida.

Não, não lamento por mim. Lamento por todos que
estando em situação de ameaça e que  não desperta na
imprensa local qualquer tipo de interesse. Nenhum
repórter, editor, nem mesmo de segurança se interessou
pelo caso. Nem mesmo aqueles que se encontram entre
os meus amigos e que ocupam funções importantes em
seus veículos.


Há mais de vinte anos atuando como jornalista, e em
grande parte fora de Salvador, fico impressionada do
fato de que seja necessário recorrer-se a lembranças
para agir.

Ou seja, não sabem quem é Vera Mattos. Não sabem de
onde apareceu esta mulher, para que agora tomem
partido por ela ou que pelo menos busquem saber do que
se trata. Será que sou vítima incluída na Maria da
Penha? Será um destes golpes que acontecem com todos
de telefonemas que saem dos presídios? Será que ela
quer aparecer?

Quando se tem uma carreira pautada na seriedade e se
alcança com esta carreira várias instâncias
proveitosas para uma categoria, não importa se aqui em
Salvador ou onde o vento faz a curva, no mínimo
merece-se consideração e atenção.

Porque qualquer um poderá vir a dizer a mesma frase no
futuro e ninguém poderá  vir a dar eco.

A razão é o desconhecimento dos direitos humanos. A
razão é a banalização da vida.

Faz-se urgente uma discussão séria sobre o tema para
profissionais de imprensa.

Não apenas saber dos direitos humanos e sim da sua
prática.

Como já disse minha história não é simples e vai para
uma projeção mais complexa já envolvendo delegados,
promotores e juízes. Mas não há razão para contar pois
não existe em Salvador qualquer jornalista
interessado. Nem veículo de comunicação interessado.

Quem falou em mágoas? Pensou em mágoas? Não tenho
nenhuma. Busco sempre algo positivo,  mesmo em
situações como esta,  em que sou a vítima permanente
de torturas psicológicas e ameaças reais que já
trazem prejuízos para os membros da minha família.

Tenho no jornalismo uma bela caminhada. Repórter e
editora de jornais como Tribuna da Bahia, Jornal da
Bahia, A Tarde e de emissoras de rádio e  tv o que me
faz também radialista. Enquanto em Salvador de Anísio
Félix a Raimundo Lima procurando fazer a minha parte
no Sindicato.

E estou ao dispor da Kardé Mourão a quem tive a honra
de convidar para o Ciclo de Mídia e Saúde Pública no
Brasil e a partir dali iniciar uma amizade.

Sempre fui daquelas que enfrentava tempestades para
conseguir uma boa reportagem. E foram páginas inteiras
publicadas, e matérias de televisão muito bem
sucedidas.

Aliás por ser tão bem sucedida em Salvador é que fui
convocada a exercer a profissão no Distrito Federal e
em outros Estados.

Então, mesmo tendo sido tão poucas as manifestações de
solidariedade,  me honra  o fato de Kardé Mourão como
mulher e presidente do Sinjorba haver realizado a
parte que lhe cabia; de Suzana Varjão do Estado de Paz
se manifestar de maneira tão preocupada e gentil.

Agradecer a Ana Alakja , Carlos Ribeiro e Sérgio
Mattos. A apreensão de Jolivaldo Freitas ao tomar
conhecimento após sua chegada.

Não se trata de ameaças a Vera Mattos mas sim a alguém
da mesma profissão.  Mais que isto: ameaça a vida.

E fica o meu apelo como Conselheira  em Direitos
Humanos: que se ofereça a categoria uma jornada,um
curso, para que haja uma sensibilização.

Do contrário teremos pela frente um jornalismo de
registros de chacinas e extermínios. A visão será do
"presunto" como algo comum. A notoriedade ficará por
conta dos fatos que ocorrem em outros locais, das
vitimas com as quais jamais nos envolvemos.

Aprendi muito na Bahia . Atuando desde o primeiro dia
do curso de Jornalismo  da Universidade Federal da
Bahia e, mesmo antes, quando já exercia o meu papel
político como secundarista em plena ditadura.

Continuo sofrendo ameaças. Poderão dizer: " se
tivessem que fazer,já teriam feito".

E eu digo: a tortura psicológica é grave. Manter a
pessoa sob tortura é crime grave.

Enquanto viva, sigo lutando pelas causas que abracei.
As frentes são muitas e exigem bastante, sempre
incomodando o poder estabelecido.


Certamente, se continuarmos agindo assim, assinaremos
petições on line  pedindo proteção para pessoas em
outros continentes mas não ouviremos o grito de
socorro de nossos vizinhos.



Mas eu continuo com sangue de repórter, coração de
repórter. Eterna aprendiz.


*Jornalista/Radialista


Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul 

 http://jornalistaveramattos.blogspot.com 
 http://www.fundadacaojaqueira.org.br 
 http://www.veramattos.com.br



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


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