sábado, 17 de outubro de 2009

Jovens da periferia de Salvador (BA) perdem a vida em onda de assassinatos

 
 
 
 
 
 
15.10.09 - BRASIL
Jovens da periferia de Salvador (BA) perdem a vida em onda de assassinatos
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Tatiana Félix *

Salvador - Adital -
"A situação em Salvador já chegou a um grau de extrema perversidade". Com essa afirmação, a jornalista Vera Mattos, presidente da Fundação Jaqueira, de Salvador, capital da Bahia, estado da região Nordeste do Brasil, fala sobre a onda de crimes que assolam a capital baiana todos os dias.
Centenas de mães veem seus filhos sendo assassinados. Caladas, as famílias tentam se proteger como podem. Segundo os movimentos sociais envolvidos nas discussões acerca da onda de assassinatos, os jovens em Salvador estão morrendo gratuitamente.
O poder público relaciona os crimes ao tráfico de drogas, porém, a sociedade se pergunta: "será que todos esses jovens são criminosos e envolvidos com o tráfico?" Para Vera, o que acontece é uma onda de crimes contra a população pobre e negra da periferia de Salvador.
Em entrevista à Radioagência NP, Bartolomeu Dias, integrante da ONG baiana Omi-Dudu, afirmou que de cada dez jovens assassinados em Salvador, oito são inocentes, ou seja, não têm envolvimento com nenhuma atividade criminosa, nem com o tráfico de drogas.
Vera ressalta que é necessário que se faça um inquérito policial e que a população seja ouvida. A jornalista denuncia o descaso por parte do governo. "A segurança pública é um dever do estado".
Se nada for feito para combater o crime em Salvador, a cada dia aumentará ainda mais o número de famílias órfãs de seus filhos, filhos órfãos de pais e mulheres sem seus companheiros. A tensão paira no ar da cidade inteira. Segundo Vera, "o que existe na Bahia é uma execução sumária".
Segundo o Índice de Homicídio na Adolescência (IHA), até 2012, Salvador terá quase mil jovens assassinados, com idade entre 12 e 18 anos.
Embora os movimentos sociais e entidades ligadas aos direitos humanos da cidade se reúnam para tentar encontrar uma solução, não há ainda nenhum avanço significativo no combate ao derramamento de sangue em Salvador.
Recentemente, um jornal do estado denunciou a descoberta de cemitérios clandestinos com dezenas de cadáveres em diferentes estágios de decomposição. Parece que na capital da Bahia a vida brinca com a morte. E as vítimas viram fantoches nas mãos dos assassinos. "A minha sensação é que na Bahia não existe direitos humanos", denuncia Vera.

* Jornalista da Adital
http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=41971

Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br


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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Concurso de Projetos Mulheres Negras Nordeste. Participem.



Jornalista Vera Mattos
Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos
Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil
do Fórum de Mulheres do Mercosul
Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil
 
http://www.fundadacaojaqueira.org.br





 

 

 





 

Não responder esse e-mail. Aguardamos por sua mensagem nos endereços leliagonzalez@leliagonzalez.org.br ou podermulher@terra.com.br

 

 
 Concurso  de   Projetos   

 Mulheres  Negras
       Nordeste      


ELAS
  até 24 de outubro 
FUNDO DE INVESTIMENTO SOCIAL
LANÇA NOVO CONCURSO

Serão doados US$ 160 mil
para grupos de mulheres negras do Nordeste

Podem participar grupos, organizações e associações de
mulheres negras, especialmente as de mulheres quilombolas.

Os projetos deverão ter duração de 10 meses
e o montante para cada projeto é de R$ 14.880,00.
No total, serão doados US$ 160 mil.

Para participar é preciso entregar os formulários de inscrição no ELAS
até o dia 24 de outubro, impreterivelmente.

O edital do 12º Concurso e o formulário para participação devem ser acessados no site do ELAS - www.fundosocialelas.org.
O edital também está no arquivo anexo.


Com o apoio da Fundação Kellogg, o ELAS lança o 12º Concurso de Projetos. Nesta edição, o foco é apoiar iniciativas de organizações e grupos de mulheres negras do Nordeste, promovendo os direitos humanos e a cidadania, o fortalecimento institucional, a melhoria nas condições sócio-econômicas e a implementação e o exercício de leis que as beneficiem.


Sobre o ELAS

O ELAS – Fundo de Investimento Social (novo nome do Fundo Angela Borba) é o único fundo brasileiro de investimento social com foco exclusivo em meninas e mulheres. A organização entende que investir nelas é o caminho mais rápido para o desenvolvimento de pessoas, comunidades, cidades, estados e, por fim, de todo o País.

Isso acontece porque elas são as principais agentes de transformação da sociedade. Assim, todos os investimentos feitos em meninas, jovens e mulheres têm retorno através de expressivas mudanças sociais em diversos aspectos de suas vidas e das comunidades em que estão inseridas.

Ao longo de quase dez anos, o ELAS já apoiou 187 grupos de mulheres de todas as regiões brasileiras e doou diretamente mais de R$ 1,5 milhão. Além de apoiar financeiramente os grupos, a organização oferece treinamentos de formação e monitora as atividades para maximizar os resultados.


CONTATO:

          Veronica Marques
          Assessora de Comunicação
          veronica@fundosocialelas.org
           /

          Cidinha da Silva
          Gerente de Projetos - Elas Fundo de Investimento Social
          Rua Hans Staden, 21, Rio de Janeiro, RJ
          CEP: 22281-060
          
          cidinha@fundosocialelas.org
          www.fundosocialelas.org

Fundo Social Elas elas@fundosocialelas.org

 

 

Web Site - www.leliagonzalez.org.br
Ações Afirmativas - http://afirmativas.blogspot.com
Informa - http://leliagonzalez-informa.blogspot.com
Continente África - http://continente-africa.blogspot.com

 

Esse Informativo de Memória Lélia Gonzalez é enviado a assinantes e à comunidade que luta contra toda forma de racismo e xenofobia. Caso não queira receber mais o Informativo, escreva para podermulher@terra.com.br ou podermulher@gmail.com, com o assunto "REMOVER".




 

  
  

 

 

 
 


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