REDE RISCO MULHER BRASIL. VINCULADA A FUNDAÇÃO MARIA LÚCIA JAQUEIRA DE MATTOS E AO FÓRUM DE MULHERES DO MERCOSUL. http://www.fundacaojaqueira.org.br
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
QUE FUTURO? DEDICADO À DRª RITA DE CÁSSIA MARTINEZ.
Rita de Cássia Martinez foi brutalmente assassinada por um preso liberado através do indulto do Dia dos Pais. Este preso já havia estuprado quatro mulheres, antes de matar friamente a médica colocando a médica deitada no chão de uma estrada e passando com o próprio carro da médica diversas vezes pelo corpo dela. No carro havia uma criança de um ano filha da médica com seu marido. Ela foi sequestrada dentro de um shopping muito frequentado aqui em Salvador-BA. No carro haviam presentes que ela havia escolhido para o marido, horas antes de morrer. Rita era militante pelos Direitos dos animais e costumava socorrer e recolher cães de rua. Sentiremos muito a sua falta.
Que futuro?
Dedicado a médica Rita de Cássia Martinez.
Há momentos em que precisamos
Respirar bem fundo, contarmos até dez
Para acreditarmos no que estamos vendo.
E o que estamos vendo? Sentindo? Ouvindo?
Vemos a morte sendo antecipada
Por marginais, por meliantes
Que não zelam pela ordem e pela paz.
Neste momento,
Um mulher pode estar sofrendo um estupro.
Uma mulher pode tornar-se vítima de um espancamento.
Tornar-se refém da violência física e moral,
Imposta por criminosos impiedosos e frios.
Como jugá-los?
Como recuperar as milhares de vidas perdidas,
Os milhares de sonhos roubados.
São tantos os desafios.
Encarar a frieza de um homem estuprador e assassino,
Frente à frente,
Cara à cara
E não ter ódio, repulsa, nojo, tudo menos pena. Impossível!
Como conceder o título de “Ser Humano”a este ser que violou todas as leis, códigos, estatutos e direitos humanos. Ele é um “Ser Humano”?
À cada segundo uma violência,
Muitas vítimas se calam, por medo, pavor, vergonha.
Outras morrem por dentro.
E outras morrem sem nem saber o porque estão morrendo.
Novos indultos serão concedidos,
Os mesmos monstros estarão a solta novamente?
Buscando, escolhendo a dedo as suas vítimas?
A Sociedade será permissiva a tal ponto de permitir novas tragédias.
Novas famílias destruídas, estupradores, pedófilos, livres para num dia mudarem o rumo de milhares de vidas?
Vidas interrompidas por essa morosidade do estado para com estes criminosos.
Existe boa conduta para estes seres corrosivos?
Existe perdão?
Quem trará de volta a vida de Rita de Cássia Martinez e de tantas outras vítimas que existem neste estado chamado Bahia e neste país chamado Brasil.
São nestes momentos que sinto-me impotente, vejo que o único recurso que me resta é escrever. Registrar toda a minha revolta e indignação com o mundo...
Esse mundo lá fora... Vidas são nada, vidas são lixo, poeira, restos...
E pergunto como será esse futuro, chamado Brasil. Hoje sou jovem e vejo essa guerra civil, envergonho-me por estar neste mundo e ser tão impotente.
Que as filhas e filhos das mulheres vítimas de violência física, moral, psicológica, refaçam um futuro melhor para o nosso país. Não repitam os mesmos erros e crimes deste início de século XXI.
Andréa Ermelin
22 de setembro de 2009
Terça-feira
Salvador-Bahia/ Brasil
Regras processuais da Lei Maria da Penha serão mantidas em novo Código.
| Regras processuais da Lei Maria da Penha serão mantidas em novo Código, garante Casagrande O senador Renato Casagrande (PSB-ES), relator da Comissão Temporária da Reforma ao Código de Processo Penal, anunciou que vai manter no projeto que trata das mudanças no código (PLS 156/09) os mesmos ritos da atual Lei Maria da Penha no que diz respeito aos processos judiciais decorrentes de violência doméstica.. O compromisso foi assumido durante mais uma rodada de debates com especialistas, nesta terça-feira (22). No projeto, os processos perderam as condições especiais que a lei introduziu para reduzir a impunidade dos agressores e, em consequência, conter os níveis de violência doméstica. Antes da Lei Maria da Penha, os agressores podiam ficar impunes mesmo nos casos de violências graves porque as vítimas, por medo ou vergonha, preferiam não denunciar seus maridos ou companheiros. Com o advento da atual lei, instituída em 2006, depois de quase 20 anos de luta das entidades feministas, a denúncia ficou mais ágil e independe da vontade da vítima quando há lesão corporal grave ou gravíssima. A abertura do processo é de iniciativa do Ministério Público, por meio de uma ação civil pública, o formato que Casagrande deverá preservar. - Nem que quisesse, eu não teria condições de manter a proposta como está agora - disse o senador, salientando que as pressões dos grupos de mulheres seriam incontornáveis. Para Casagrande, o grupo de juristas não teve intenção de promover um retrocesso. Em sua avaliação, o que aconteceu foi uma falha. Antes, a desembargadora Marli Marques Ferreira, que preside o Colégio de Presidentes dos Tribunais Regionais Federais, havia chamado a atenção para o problema no projeto. A senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) também informou que entidades de mulheres de todo o país estão mobilizadas para "evitar fissuras" que comprometam conquistas obtidas com a Lei Maria da Penha. - O que a gente sabe é que ninguém pode triscar nela [na lei] porque senão vai ter confusão grande - alertou. Juiz das Garantias O grupo de jurista foi instalado no ano passado por ato da Presidência do Senado. Do trabalho, resultou o anteprojeto de reforma do Código de Processo Penal que agora tramita como projeto de lei, com autoria do presidente do Senado. No debate, a avaliação geral é de que a proposta promove avanços no sentido da garantia dos direitos individuais. A criação da figura do juiz das Garantias seria um dos pontos que favorecem os direitos do cidadão. Esse magistrado irá acompanhar o inquérito policial e decidir por medidas de prisão temporária, mas outro dará a sentença. O entendimento é de que, no atual modelo, o julgador fica sem isenção total na hora de tomar uma decisão sobre as provas colhidas no inquérito que motivou o processo contra o réu. Há preocupação, no entanto, com a viabilidade de aplicação da regra de separação entre o juiz das Garantias e o julgador nas comarcas servidas por apenas um magistrado. Pelo projeto, conforme Casagrande, haverá normas administrativas posteriores para disciplinar a indicação de juízes substitutos para essas comarcas, dando garantia de funcionamento ao novo modelo, sem prejuízo para os que vivem nas cidades do interior que, assim, também serão beneficiados por esse avanço. - A regra do juiz substituto permite conciliar o problema. A legislação tem que estar um passo adiante da realidade, como um motor que provoque avanços - afirmou o relator, para defender a criação do juiz das Garantias, apesar das carências atuais do Judiciário. Com relação ao objetivo de redução dos recursos que hoje atrasam o julgamento das ações, muitas vezes até a extinção da punibilidade do réu, a ministra Thereza Rocha Moura, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), afirmou que o projeto é contraditório. Segundo ela, houve de fato restrições, em alguns estágios do processo, mas também abertura para outros recursos em determinadas situações. A ministra, que representou no debate o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), também apontou a necessidade de fixar de forma mais objetiva o significado de diversos termos do texto. Sem isso, disse, poderá haver diferentes interpretações por parte dos juízes, originando decisões distintas. Na reunião desta terça, o senador Flávio Torres (PDT-CE) ficou à frente dos trabalhos, em substituição ao presidente da comissão, senador Demostenes Torres (DEM-GO). Ao fim, Casagrande informou que deve apresentar o relatório com o exame da proposta no início de outubro. Na próxima semana, haverá nova audiência pública. Gorette Brandão/ Agência Senado |
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segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos perigosos não se beneficiem de indulto.
Abaixo-Assinado (#5023): Notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos que não tiverem condições de convívio em sociedade, permaneçam obrigatoriamente sob a tutela do Estado. :
Destinatário: Rede Risco Mulher Brasil.
Sociedade civil organizada entra com notíficação ao Estado da Bahia.
Representantes da sociedade civil organizada entram com notificação judicial contra o Estado da Bahia visando que presos que não tiverem condições de convívio em sociedade, permaneçam obrigatoriamente sob a tutela do estado , fora do convívio dos demais membros da sociedade , sob pena de gerar séria insegurança jurídica ao todo social.
Rita de Cássia Martinez foi mais uma vítima do Estado da Bahia.
O assassino de Rita de Cássia Martinez foi liberado para passar o Dia dos Pais em casa. Ele que já havia violentado outras mulheres teve direito a este indulto por qual motivo? Quem assinou a liberação deste bandido? Não nos interessa se ele se matou.
A pergunta é: quantos monstros iguais a este serão liberados no Dia das crianças? e no Natal? Quantas mulheres serão violentadas e abusadas por monstros como este?
A notificação judicial é contra o Estado da Bahia, com o objetivo de adverti-lo, o Estado de que, segundo a constituição federal de 1988, o ato do Estado, tem que ser revestidos de legalidade e moralidade, e caso sejam, de forma a ferir a moralidade administrativa ou a legalidade, estaremos diante de um ato que pode ser anulado, via ação popular, que segundo a CF/88 - art. 5.o inciso lxxiii e a lei n.o.717/1965, pode qualquer cidadão, ingressar pleiteando a anulação do ato, ou o obrigação de não fazer algo que está errado.
Logo , do exposto é perfeitamente cabível a ação popular constitucional , para forçar o Estado , compelir o mesmo a não soltar presos para o convívio em sociedade ,
posto que , existem dois direitos em conflito , o do preso e de outro lado o da sociedade que como coletividade , neste caso vence , o da coletividade , lógico.
O ato administrativo do estado , que origina-se na administração penitenciária - que é subordinada a Secretaria de Justiça e de Direitos Humanos.
Lei n.o 7.210/1984 ....
art. 6.0 a classificacão dos presos será feita , por uma comissão técnica de classificação que elaborará o programa individualizador da pena privativa de liberdade adequada ao condenado ou preso provisório .
Note que esta adequação proposta pelo legislador , visa , que aqueles presos que não tiverem , condições de convívio em sociedade, terão obrigatoriamente , que ficarem sob a tutela do estado , fora do convívio dos demais membros da sociedade , sob pena de gerar séria insegurança jurídica ao todo social .
Já os arts. 7.o parágrafo único , 8.o e 9.0 falam claramente , que haverá , uma individualização da pena , com observância :
- da comissão técnica , formada por no mínimo dois chefes de serviço , um psiquiatra , um psicólogo , e um assistente social , quando se tratar de preso á pena privativa da liberdade .
- no art. 8.o , nos é dito , que p preso condenado ao cumprimento de pena provativa de liberdade em regime fechado , será submetido a exame a exame criminológico para obter a adequada classificação à individualização.
- no art. 9.o requer entrevista pessoal com os presos.
Isto existe na prática ?
- da leitura do artigo 120 aos 125 da lei de execução penal, podemos perceber claramente que o legislador quer mesmo, é que o preso retorne ao convívio social, em condições
para tal, nunca sem condições de viver na sociedade, jamais, chega a ser crime fazer isso.
Esperamos a sua assinatura consciente. Vamos evitar outras tragédias.
Rede Risco Mulher Brasil
sábado, 19 de setembro de 2009
[VERA MATTOS] Sociedade civil organizada entra com notíficação ao Estado da B...
Jornalista Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil Assunto: [VERA MATTOS] Sociedade civil organizada entra com notíficação ao Estado da B... |
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
PEC da Representação Proporcional de Gênero na Mesa é aprovada em Comissão Especial
"Quando uma mulher chega à política, a política transforma aquela mulher. Mas quando muitas mulheres chegam à política, elas transformam a própria política"
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 590/06 - que assegura, ao menos, uma vaga de cada sexo para a composição das mesas diretoras da Câmara dos Deputados, do Senado e de cada Comissão - foi aprovada na Comissão Especial nesta quinta-feira, 17, na Câmara dos Deputados.
A presidenta da comissão, a deputada federal Emilia Fernandes (PT-RS), pediu a mobilização de todas e todos os parlamentares da casa para a aprovação da PEC em plenário. "A luta está começando. Tivemos uma grande vitória hoje, dia 17 de setembro de 2009, e fica registrada como uma data histórica nos anais desta Casa pelo trabalho, dedicação e esforço que foi colocado nessa proposta desafiadora, moderna e contemporânea. Peço a todas as pessoas que mobilizem os seus partidos políticos, os movimentos e organizações sociais para que a aprovação da PEC seja uma realidade."
Na Câmara dos Deputados, dos 513 parlamentares da casa, 45 são mulheres, o equivalente a apenas 8,77% da Casa. Emilia Fernandes defendeu uma maior participação das mulheres nas decisões políticas e pediu celeridade nos trabalhos.
"Vamos seguir em frente. A nossa luta é árdua e de toda a vida. Quem sabe até o dia 25 de novembro, Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher, ou até o dia 10 de dezembro, Dia Mundial dos Direitos Humanos, este Congresso Nacional dê uma resposta positiva não apenas para o Brasil, mas para o mundo", concluiu. -- Gab. Deputada Emilia Fernandes PT/RS Fones: (61) 3215-1271/3271 Cel: Jornalista Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil http://www.fundadacaojaqueira.org.br |
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quarta-feira, 16 de setembro de 2009
FW: Porto Alegre/RS- Comunica Rede/Extra: Rede Feminista de Saúde divulga o manifesto da Campanha 28 de Setembro - Dia pela Despenalização do Aborto na América Latina e Caribe
Jornalista Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil http://www.fundadacaojaqueira.org.br
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23 de setembro - Dia Internacional contra a Exploração Sexual e o Tráfico de Mulheres e Crianças
| Atenção!!! Jornalista Vera Mattos Presidente da Fundação Maria Lúcia Jaqueira de Mattos Dirigente da Seção Bahia - do Capítulo Brasil do Fórum de Mulheres do Mercosul Dirigente da Rede Risco Mulher Brasil http://www.fundadacaojaqueira.org.br
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Assembleia Geral da ONU aprova criação de agência para as mulheres
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"Chega de violações dos nossos direitos" é a chamada da Campanha 28 de Setembro 

